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16 de jun. de 2010

Explorando Palermo e San Nicolas

Ual, a temperatura estava 6 graus! Para uma carioca é frio demais!!!!! Fomos caminhar na Florida e Lavalle. Essas ruas são um shopping a céu aberto. Mas como são bem turísticas os preços tendem a não ser tão baixos. Na Corrientes é possúvel encontrar algumas lojas com valores bem atraentes. Na Avenida Córdoba, na altura do número 4.000 e 5.000 você encontra lojas outlet de marcas famosas, como Puma e Nike.

Da Córdoba, entramos na Av. de Mayo - a rua mais européia de Buenos Aires, segundo eles - passando pelo Teatro Colón (estava em obras, mas fui da vez anterior e vale muuuuito o passeio; é lindo! Tem que fazer a visita guiada pela ala subterrânea) e o Obelisco, que é o símbolo da Cidade, mas não diz nada a ninguém (eu acho). Na quadra depois da 9 de Julho - a mais larga avenida do mundo - fica o Café Tortoni (n. 825), um dos cafés mais antigos e tradicionais da cidade. Tem que ir lá comer churros e tomar um chocolate quente. Dentro do Café tem três estátuas de Jorge Luís Borges (escritor), Carlos Gardel (famoso cantor de tango) e uma mulher que, me perdoem, esqueci o nome (veja a foto). Aliás, há várias obras de arte, esculturas, pinturas...

Depois fomos para Palermo (linha D do metrô, pegando na 9 de Julho. Custa 0,90 pesos). Paramos na estação Plaza Itália, em Palermo Viejo. A estação fica bem no Jardim Botânico, que não tem nada demais (o nosso é mil vezes mais bonito), mas é uma área interessante de conhecer se você tiver tempo. Fomos bem rapidinho e entramos no Jardim Zoológico (14,90 pesos). Adoramos visitar Jardins Zoológicos! É um passeio de 2 horas, bacana de se fazer. Achei um pouco sem manutenção, mas não deixa de ser interessante. Bem atrás fica o Jardim Japonês (5 pesos). Uma graça de lugar. Toda essa área é bem arborizada. Aliás, falam que Palermo é o pulmão da cidade.

Passear pelas ruas de Palermo é bem gostoso. Tem um monte de outras coisas para fazer (se você tiver tempo), como ir no MALBA, o museu de arte (terça fica fechado e quarta é grátis), Planetário e o Hipódromo. Aliás, estava tendo uma corrida com o J.Ricardo e nós só fomos saber de noite! Podíamos ter ido...

Pegamos um táxi (12 pesos) até Puerto Madero, no dique 4. Almoçamos no Cabañas Las Lilas. É o restaurante dos brasileiros, todo mundo vai lá. Comemos um chorizo com arroz à piamontese. O chorizo deles não é o que pensamos... é apenas um medalhão bem suculento. A sobremesa que o melhor: pêra ao vinho. Hummmm. Se não quiser almoçar, vale sentar na varanda, pedir um vinho (lógico!) e pedir um couvert. É caro se comparado aos demais gastos na cidade (custa 20 pesos), mas vale.

Para fazer a digestão lá fomos nós. Andando, andando... Fomos até a Av. Santa Fé, na altura do n. 1600 onde tem a Adidas, Puma, Nike. Não é tão barato... em janeiro que é época de liquidação. Não vale se deslocar até aqui para as compras não. Melhor ficar na Florida ou ir à Av. Córdoba (só se for comprar muito, porque é longe).

Jantamos no Paseo La Plaza, tipo um shoppingzinho com alguns restaurantes, teatros e lojinhas. Comemos no Las Cañas. E dá-lhe mais vinho Luigi Bosca! Experimentamos também o La Linda, da mesma vinícula e é mais suave.


Dica: Trocar dinheiro na rua Sarmiento n. 480, entre a Reconquista e a San Martin. Para ficar mais fácil vá pela Corrientes. Essa área é o coração financeiro da cidade, tem muitas casas de câmbio, bancos e empresas.

15 de jun. de 2010

Buenos Aires querido!


Ir para Buenos Aires é sem dúvida um passeio barato e rápido. Ótimo para quem não tem muito tempo e também grana para ir para Europa, por exemplo (na verdade tem Buenos Aires para todos os bolsos).

A arquitetura, as cafeterias na rua e o clima friozinho podem muito bem ser comparados à Europa. Aliás, eles adoram falar "a rua mais européia da Argentina..." A influência dos espanhóis, italianos e ingleses contribuíram para este cenário. Mas é América do Sul, pertinho de nós, los hermanos! A passagem é mais barata do que muitos destinos brasileiros, para nossa tristeza... poderíamos conhecer lugares incríveis aqui, mas a tentação é grande de sair do país.

O porteño, como são chamados os hermanos de Buenos Aires, são elegantes e simpáticos. Essa coisa de falarem que argentinos e brasileiros não se dão é besteira. Pelo menos as duas experiências que tive em Buenos Aires foram fantásticas e quando dizia ser brasileira, era muito melhor atendida.

Fui duas vezes: uma em janeiro e a outra em abril, que estava bem friozinho. Adoro programar as minhas viagens, por isso não costumo fazer nada com agentes. Mas como os pacotes para Buenos Aires são mais em conta e da última vez resolvi ir cinco dias antes do embarque, pedi ajuda à Gold Tur, em São Paulo. Foi bom por que ele viu hotel e tinha uma guia me esperando no aeroporto. Mais tranquilo.

Fiquei no Fácon Grande, um hotel antigo na Reconquista, 645, bem perto do Galerías Pacifico, um dos shoppings mais famosos de Buenos Aires. Apesar de antigo é um bom hotel, bem localizado, confortável e com pessoal super atencioso. Ah e mais um detalhe: suuuuuper barato.

Chegamos por volta das 14h30, deixamos as malas no hotel e fomos explorar a cidade. Fomos andando até San Telmo pela Defensa. Era domingo e estava tendo a famosa feira de San Telmo, um tradicional mercado das pulgas, que só tem aos domingos, das 10h às 18h, na Plaza Dorrego e ruas próximas. Tem de tudo: artesanato, obras de arte, roupas, acessórios e ainda shows de tango, estátuas vivas... Lanchamos por lá, num bar bem em frente à Plaza chamado Nefartite (foto).

De lá descemos a Humberto Primeiro até Puerto Madero, um antigo porto de 1899 que foi desativado e depois revitalizado. Aliás essa revitalização marcou o maior projeto urbanístico da cidade (o que esperamos acontecer um dia com o porto do Rio de Janeiro). Em Puerto Madero estão alguns dos restaurantes e bares mais badalados da cidade, além de diversos estúdios, galerias de arte e hotéis bacanas em torno. Lá que fica também o cassino, num barco, já que não pode atividade de jogo em terra. Boa essa saída. Eu não gosto de cassino,as tem que ir para conhecer. Não tem nada demais.

Em Puerto Madero também fica o Museo Fragata Sarmiento, presidente da Argentina em 1868. Foi com ele que Buenos Aires aumentou seu território (onde hoje se localizada a província de Formosa) na Guerra do Paraguai. Não há um lugar na Argentina que não tenha algum monumento ou local com o seu nome.

Continuando nosso passeio...andando às margens de porto fomos nos aproximando de um restaurante que tinha música ao vivo, o Cafetino Carletto. Estavam cantando Nessun Dorma. Estava de noite, tinham velas nas mesas e muitos casais. Uma lua incrível e aqueles cantores com uma voz tipo Pavarotti, sabe? Chorei de tanta emoção. Foi uma das coisas mais lindas que ouvi, num cenário encantador.

Continuamos andando ainda estonteados. Subimos a Av. Corrientes, uma rua enorme muito movimentada (é verdade que na proximida de Puerto Madero não é muito. Mulher sozinha é melhor pegar um táxi). Seguimos até a Florida, uma rua só de pedestres com mil lojinhas. Para quem gosta de um lugar tipo Rua da Alfândega... vai ser feliz lá. Passamos no Galerias Pacifico, um shopping bem interessante, cheio de afrescos.

À noite fomos atrás de agitação em Palermo Soho. São duas Palermos: a Hollywood e a Soho. Dizem que a primeira é mais discoteca e a segunda mais barezinhos. Neste dia começou a chover muuuuito e entramos no primeiro bar que achamos, o Malasarles. Comemos um spaguettis en tinta de calamar con creme de champignons (massa com lulas) e um Luigi Bosca, de Mendoza. Só produtos nacionais! Essa é a regra.