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19 de ago. de 2012

De volta ao Velho Continente


Desta vez o ritmo era outro. Estávamos embarcando de volta ao Velho Continente para uma nova lua de mel... queríamos todo o clima romântico, facilmente encontrado na Europa; sem pressa, sem relógio, sem tarefas para cumprir. Só ir... e se surpreender.

No início da viagem conhecemos Delphine, uma francesa que mora no Brasil há 4 meses. Ela nos deu uma lista de queijos maravilhosos para experimentar, diferentes dos que nós encontramos no Brasil. Alguns nomes: Roblechon, Saint Félicien, Saint Marcellin, Tome de Savoie, Conté Fruité, Morbier... 

Chegamos em Paris no domingo, dia 22 de abril, dia das eleições presidenciais, quando Sarcozy foi para o segundo turno. As ruas estavam vazias e as lojas fechadas. Somente cafés e restaurantes, além de poucos mercados estavam funcionando.

Almoçamos num restaurante bem próximo ao nosso hotel, na Quartier Latin, chamado La Luxemburgo, com vista para o Jardim de mesmo nome.

É muito bom estar num lugar já conhecido. E como ficamos no mesmo hotel da outra vez, estávamos nos sentindo em casa. Como não estávamos no ritmo desbravador, optamos por explorar a cidade de outra forma. Fomos passear de Bateaux. O circuito fez todo o percurso no Sena, passando pela Notre Dame, Louvre, Tour Eiffel... bem tranquilo e praticamente vazio, o que tornou o passeio ainda melhor. Com o passe você pode parar nos pontos e pegar o próximo barco ou andar e pegá-lo em outro ponto. 

Para quem tem pouco tempo em Paris, o passeio no bateaux é uma ótima opção. Dá para conhecer os principais pontos turísticos e com ângulos perfeitos para fotos. E a noite ir para a Saint German Des Prés, um local boêmio e point dos jovens parisienses. 

Jantamos no Le Petit Chalet, um dos poucos restaurantes que estavam abertos para um dia de eleição. Quando o garçom soube que éramos brasileiros começou a cantar "Ai, se eu te pego". Inacreditável...

Notre Dame com ângulo do bateux 
Pont Alexandre III, uma das mais belas 
Tour Eiffel

10 de jun. de 2009

Chegada a Veneza



Cena marcante de Veneza

Para voltar ao aeroporto fizemos o mesmo trajeto da chegada. Pegamos a linha RER B e chegamos no Charles de Gaulle. Fizemos a viagem de avião para Veneza (1h30) pela Easy Jet e pagamos 143,23 euros para 2 pessoas com as taxas inclusas.

Chegando no Aeroporto Marco Polo pegamos o Alilaguna, empresa de barcos que cobra 13 euros para ir até Veneza. Se você comprar ida e volta sai por 25 euros, mas como íamos de trem para Florença, compramos só ida. Aliás, na verdade compramos ida e volta, tínhamos esquecido deste detalhe do trem. Mas na hora de embarcar lembramos e conseguimos trocar no guichê.

Tem um barco que vai direto para São Marco, mas acabamos pegando um que deu a volta em toda Veneza, que levou 1h15, enquanto o direto leva 20 minutos! Ok, passeando de barco, admirando a paisagem (foto abaixo)... passamos por Murano, Lido, Burano, Torcello e pelo cemitério deles que é uma ilhota linda.


Chegada em Veneza
 Descemos na estação São Marco (nome do ponto do Barco). Nosso hotel era praticamente ao lado, não levou nem 3 minutos para chegar. Aliás ele era lindo!! Ficamos no Violino D'Oro bem em frente ao canal, onde tinha um ponto de gondoleiros e todas as lojas mais bacanas em volta: Gucci, Chanel, Versace, Prada, Zegna, Ferragamo, Pucci...

Mas meus elogios não são só pela localização. O hotel era muito bem decorado, limpíssimo, cheiroso, com um quarto e banheiro enormes e uma vista para o canal magnífica! Estávamos em Veneza no maior estilo!!!!!

Vista do meu quarto. Um luxo!

De fato não foi um dos hotéis mais baratos, mas também não foi caro. Como íamos passar uma noite apenas, resolvemos aproveitar. Achei este hotel no Booking, que aliás é um ótimo site de buscas de hotéis. Fiz todas as reservas pelo site e deu tudo certo.

Estava um calor do cão em Veneza. Trocamos de roupa e fomos nos perder pelas ruelas de Veneza. Sim, perder, porque aqui não se usa mapa. Vai chegar um ponto que o mapa te indicará uma rua que não existe.

Então o melhor é ficar pela Piazza São Marco e sair andando. Uma hora você dá nela novamente. Afinal, o barato daqui é justamente se perder no labirinto de ruas e lojas. É muito engraçado, porque num momento você está cercado de pessoas e muito movimento e de repente entra numa rua e todo mundo sumiu! Parece uma cidade deserta.

Piazza San Marco

Veneza foi uma surpresa para a gente. Não sei se era porque todo mundo falava que fedia e era suja. Estávamos com outra expectativa. Realmente a cidade é meio abandonada na manutenção das casas, mas esse é o charme!

Não achei nada fedorento (pode ser a época de maré alta, em novembro, eu acho) e tudo muito aconchegante. Todas as casas com aquelas flores vermelhas nas janelas, pessoas alegres, carismáticas, música em cada esquina... Estávamos na Itália, terra dos nossos antepassados! Quando falávamos que éramos brasileiros e descendentes de italianos, era uma festa! Nos sentimos em casa.

Quando você entra na Piazza São Marco é uma emoção tão grande... é linda, enorme. Dá vontade de beijar o chão! Ficamos um tempão lá admirando cada detalhe. Estávamos mortos de fome. Paramos num restaurante ao lado da Basílica de São Marco e pedimos um menu turístico (13 euros) com direito a dois pratos, salada e sobremesa ou café.

Para acompanhar tomamos um Bellini, típica bebida veneziana, uma mistura de espumante com suco de pêssego. Uma maravilha e só tem aqui. Docinho e refrescante, mas as borbulhas sobem rápido... Depois de lá, passamos num bar e compramos uma garrafinha para cada um (3 euros)... eita!


Canal Grande

O ícone de Veneza são as máscaras. Tem cada loja incrível, com máscaras de todos os tamanhos, formatos e cores. E também o murano, da Ilha de Murano, tem em toda esquina. Como escrevi antes, fomos andando, andando e quando vimos tínhamos chegado na estação de trem, na outra ponta da ilha. Aproveitamos para comprar o bilhete para Florença, que custou 70 euros para nós dois.

Na volta encontramos com 2 gondoleiros muito simpáticos e fomos fazer o romântico passeio pelo canal. É caro, pagamos 70 euros por meia hora. Negociamos, pois o valor era 80 e tem um de 60 por 15 minutos. Mas não tem como não pagar. Ir a Veneza e não passear na gôndola não tem a menor graça. O gondoleiro vai cantando, contando a história da ilha... passamos pelas casas onde moraram Casanova, Marco Polo e Vivaldi. Muito legal. Vale a pena.



No caminho cruzamos com um casal que tinha acabado de casar numa das 153 igrejas existentes na ilha. Tão lindo...

Já eram 21h30, passamos no supermercado, compramos queijos e uma garrafa de 1l de Bellini para deixar na geladeira do nosso quarto e ficarmos petiscando a noite. Foi só o tempo de trocar de roupa e voltamos para a Piazza São Marco. Lá tem um monte de restaurantes com música ao vivo. Mas não comemos lá, fomos comer pizza com vinho num restaurante nos arredores.

Na volta paramos na Piazza e ficamos mudando de restaurante para restaurante ouvindo os grupos se apresentarem. Ficamos lá namorando e dançando no meio da praça! Aliás, você só vê casal assim. Dizem que Paris é a cidade mais romântica, mas na nossa opinião, diz isso quem não conheceu Veneza, acompanhado, lógico. Tudo é muito romântico, muito gostoso.

Nós amamos Veneza!

2 de jun. de 2009

Despedida de Paris


Saint-Chapelle
 O dia hoje amanheceu chuvoso, mas bem mais quente do que ontem. Estava 23 graus. Fomos até a Île de la Cité pela Bd. Saint Michel para conhecer a Saint-Chapelle, uma igreja gótica construída em 1245 a pedido do rei Luís IX para abrigar as relíquias sagradas, uma delas a coroa de espinhos de Cristo.

Ficamos na fila por quase meia hora e pagamos 8 euros cada para chegar lá e nada! Todas as relíquias sagradas, inclusive a suposta coroa estão guardadas a sete chaves em Notre Dame, ao contrário de todos os livros turísticos que tinha de Paris.

Tudo bem, a igreja é linda pelas mais de mil figuras nos enormes vitrais retratando cenas do Velho e Novo Testamento, mas não valeu gastar tempo e dinheiro para isso.

Seguimos pela Ponte Neuf, a mais antiga e famosa ponte de Paris. Vários filmes de romance usaram esta ponte como símbolo da paixão. Mas ela não tem nada demais. Fomos margeando o Sena até chegar no Museu D'Orsay (€ 8,oo - não abre nas segundas). Estava tendo uma exposição de Rodin. Nós não entramos no museu dele, mas todas as grandes e principais obras estavam lá. Que máximo!


Museu D'Orsay
 O D'Orsay realmente é um escândalo. É um museu impressionista, talvez o maior do mundo. Você chega a cansar de ver tanto Monet, Renoir, Van Gogh, Matisse, Cézanne, Gauguin... é incrível você estar tão perto de obras tão importantes e valiosas. E pode tirar foto de tudo. Muuito bom passeio.

De lá fomos andando até Montparnasse. Este é um bairro bem bacana, tem muita coisa pra ver. Lá que fica o Catacombes, onde as pessoas descem até o esgoto para ver as caveiras de pessoas que morreram e foram jogadas lá, prática usada quando os cemitérios foram demolidos, no período de 1786 a 1814. Eu não gosto dessas coisas e por isso nem passei perto. Mas é uma atração. Vai entender...

Lá também tem o Observatoire de Paris, o mais antigo observatório astronômico do mundo, de 1667. Mas tem que reservar antes, as visitas acontecem somente um sábado por mês (http://www.obspm.fr/).

Ficamos andando pela redondeza do Tour Montparnasse, o prédio mais alto da França, com 210 metros. Ali perto tomamos um sorvete de pistache com chocolate refrescante, o calor tinha voltado e o sol aparecendo. Maravilha!

Quem estiver procurando pontas de estoque o endereço é Rue D'Alésia. Lá tem várias pequenas lojas com produtos de marcas francesas a preços bem em conta.


Despedida de Paris...

Depois de ficar zanzando por lá, fomos passar o fim do dia (8h30 da noite!) no Jardim de Luxemburgo (foto ao lado).

Tão gostoso... um monte de gente lá lendo livro, conversando... vendo a vida passar e curtindo o solzinho maravilhoso. Ficamos lá de bobeira e depois fomos para o hotel fazer as malas.
Au revoir, Paris! Amanhã estaremos em Veneza.

Coisas que não se pode deixar de fazer em Paris:
. Visitar o Louvre, Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Notre Dame (repare que um dos santos ou bispos da fachada, não sei, está segurando a própria cabeça, sinistro...) e Versailles
. Comer e beber somente produtos nacionais (hahahaha)
. Compras: Galeries Lafayette, Printemps e Sephora (cosméticos)
. Conhecer o D'Orsay e George Pompidou
. Ficar sem fazer nada no Jardim de Luxemburgo
. Tirar uma foto na Champs-Élyées
. Ficar num desses cafés, sentado, olhando a vida dos parisienses
. Dizem que o chocolate Angelina é o melhor, mas experimentei vários tão bons quanto. Experimente tudo!
. Ande, ande, ande. Tudo é muito perto e plano. A beleza da cidade vale a pena.

Outras dicas:
. Cartão de crédito com chip
. Compra de ingressos para museus, utilize as máquinas com seu cartão de crédito com chip
. Leve um umidificador nasal, o clima é mais seco do que o nosso (Rio)
. Guarde sempre os bilhetes de metrô e trem, e não esqueça de validá-los antes de embarcar nas máquinas amarelas espalhadas pela estação

Um dia de aventura em Montmartre

Dia chuvoso em Paris
Hoje o dia amanheceu chuvoso, um frio! Estava fazendo 12 graus de manhã. Fomos para Marais, no Centre George Pompidou (€ 12 - 11h às 21h; abre as segundas, raridade nos outros museus, mas fecha nas terças e no primeiro domingo do mês a visita é gratuita). Pegamos um ônibus na Bd. Saint Michel até o ponto Halley George Pompidou, mas o ponto certo é o seguinte, Centre George Pompidou.

Ok, entramos na Rue Rambutreau até o museu. Foi rápido e ainda deu para passar nas lojinhas, além do Les Halles, o mercado municipal, hoje um centro de compras, quase um shopping center. Marais é mais barato do que do outro lado do Sena.

O centro tem o segundo museu de arte moderna mais importante do mundo (se alguém souber qual é o primeiro me fale. Pelo que estava lá era o Metropolitan de NY, mas tenho dúvidas). O impacto começa pela sua estrutura toda de vidro, aço e plástico, aí você entra e começa aqueles quadros maravilhosos de Picasso, Matisse, Miró, Dalí... e do último andar a vista é linda de Paris. Aliás, conforme você sobe as escadas rolantes já vai imaginando como é do último andar.

Neste dia estava tendo uma exposição de Kandisky, que eu adoro. Minha mãe tem a cópia de um quadro que eu amo e ele estava lá, o real, foi muito legal!


Voltamos pela mesma rua e nos deparamos com uma loja alucinante de doces, a Pain de Sucre (Rue Rambuteau, n. 14 - foto ao lado). Primeiro a forma como eles apresentaram os doces; parecem jóias. Depois o aroma da loja, a simpatia do funcionário e por fim o maravilhoso sabor de um mil folhas de chocolate... nossa, dá água na boca só de lembrar! É uma massa levíssima e um chocolate que derrete na boca. É para ser degustado, aos poucos, saboreando cada mordida. Nossa, queria um monte desses agora!

Depois deste momento chocolate continuamos para desgastar os quilos adquiridos. Esta rua tem um monte de lojas legais, não só de lembrancinhas, mas de compras de sapatos e roupas.

Em Marais tem o museu de Picasso, mas como já tínhamos ido a um em Barcelona, achamos que era demais ir em outro. Dizem que este é o acervo mais importante dele em diversidade. Bem, passamos pelo Hôtel de Soubise, pelo museu Carnavalet e chegamos na Place des Vosges, uma praça cercada por casarões que compõem a antiga Place Royale, da época do reinado de Henrique IV. Lá morou Victor Hugo (casa 6) e hoje é um museu. Paramos lá para degustar nosso vinho Chinon (do Vale do Loire) e nossos maravilhosos queijos brie, camembert e caprice des dieux. Hummm...

Continuamos andando até a Place de la Bastille, praça símbolo da Revolução Francesa. Antigamente lá tinha uma prisão (século 14), que foi destruída e em seu lugar erguido um obelisco em homenagem às vítimas da Trois Glorieuses, uma revolução que durou 3 dias, em 1830. Bem em frente fica o Opéra e ao lado tinha uma feirinha de artesanato e roupas, que eu adoro.

Tem mais coisa pra ver nesta região, mas que não nos interessou muito, preferimos pegar o metrô linha 5 até Montmartre para conhecer Sacré-Coeur. Chegando na estação, soubemos que havia acabado de ocorrer um acidente grave entre a estação de Anvers e Charles de Gaulle Étoile e por isso teríamos que parar uma estação antes, em Barbés. Minha dica é: se parar nesta estação pegue um táxi para Sacre-Coeur ou dê meia volta e ache outro meio para te levar até lá.

Nós saltamos em Barbés. Primeiro passamos por toda a periferia de Paris. Foi interessante conhecer este outro lado. Uma grande metrópole como outra qualquer, com suas mazelas e dificuldades, além de beleza e glamour. Confesso que naquele momento não me senti confortável.

Tivemos que passar por "corredor polonês", com vários homens vendendo tudo que se possa imaginar de forma assustada, como se a polícia fosse chegar a qualquer momento, sabe? Foi um pouco assustador. Nós que moramos numa cidade com violência já pensamos no pior... Mas seguimos andando e numa esquina vimos duas crianças brincando de atirar uma na outra. Por sorte era uma arma de brinquedo, mas de longe podia jurar que era de verdade.

Subimos a Rue Myrha, atravessamos a Rue de Glignacourt e entramos na Rue Muller, onde paramos para um café. Estávamos no pé da enorme escadaria que nos levaria a Sacre-Coeur. Este caminho é sinistro, muita ladeira e os arredores, nem precisa dizer mais, né?


Sacre-Coeur

Quando chegamos lá, em Sacre-Coeur (foto acima), tudo mudou. O lugar é lindo, Montmartre é lindo. Dá para ver toda Paris, uma das mais bonitas vistas. E para variar chegamos na hora de quê? Da missa, lógico. Dessa vez só de freiras cantando. Lindo, nunca tinha visto. Depois fomos andar por Montmartre. As ruas Chev de Labarre e Corcot tem várias lojinhas lindas. Lá compramos um soldado medieval médio. Eduardo ama. Ele é lindo. Na rua Norvins só tem bares e restaurantes.


Na volta descemos as escadarias, mas dá para descer (e subir) de funicular (bondinho, paga € 5), se quiser. Mas descer todo santo ajuda e lá fomos nós. No fim da escadaria tem uma escola com um placa sinistra, dizendo que aquele local foi bombadeado na Segunda Guerra, matando vários inocentes, inclusive crianças.


Lá embaixo paramos num café para tomar um vinho e comer alguns queijos. O cenário era Sacre-Coeur na nossa frente. Aliás, estávamos nos especializando em comer com belas vistas, ha ha. Foi ótimo. Para ter uma idéia como a redondeza é mais barra pesada, um cara passou e surrupiou os óculos escuros de um francês que estava sentado numa mesa próxima a nossa. Foi a maior confusão. Mas o francês recuperou os óculos, depois de ir atrás do cara. Lá tem que ter mais cuidado com bolsa e câmeras e nunca deixá-los sobre as mesas ou cadeiras.

Descemos pela Rue Turgot até Anvers, por onde deveríamos ter chegado. Muito mais tranquilo e seguro. Lá pegamos um ônibus, seguindo a orientação do cara do bar da Rue Muller.

Mas nos demos mal, fomos parar lá em Clichy, um distrito fora de Paris, longe pra caramba. Pelo menos por esse caminho passamos em frente ao Moulin Rouge (foto ao lado) que eu queria conhecer. A Boulervard Clichy, em Pigalle, tem um trecho que é só de lojas tipo sex shop e casas noturnas tipo Moulin Rouge.


Quando vimos que estávamos nos distanciando de Paris, saltamos do ônibus. Aí começou a trapalhada. Nos perdermos e não tinha uma alma viva para nos ajudar. Estávamos perto da ponte de Clichy e o lugar estava deserto.

Estava anoitecendo (por volta de 21h) e nenhum táxi ou alguém para nos informar. Eu não achava no mapa onde estávamos, não tinha mais essa região aparecendo. Resolvemos andar, atravessar o rio que achávamos ser o Sena, mas era o Seine. Estávamos mais perto de La Defense, uma parte de empresas e fábricas de Paris, com prédios mais novos, totalmente diferente das construções do centro.

Finalmente surgiu um táxi. O único lugar que veio a mente foi o Opéra Garnier, porque achávamos que estávamos perto da Bd. Haussmann. Nossa, entramos na Bd. Malesherbes que não acabava nunca e nada nos era familiar. Eu nervosa e o Eduardo calmíssimo. Só fiquei tranquila quando vi o Opéra, que aliás estava lindo de noite, todo iluminado, ainda não o tínhamos visto a noite.


Foi uma aventura, mas viagem que não tem algo inusitado não tem graça. Descemos a pé a Avenue de L'Opéra e quando chegamos na esquina do Louvre vimos a iluminação pisca-pisca da Torre Eiffel que não tínhamos visto (durante a semana é às 22h e dura exatos 5 minutos).

Estávamos dentro dela quando teve no outro dia. Sentamos no meio-feio da rua e ficamos lá admirando a beleza da Torre. O Louvre e a Torre Eiffel lindos, acesos. Essa foi para relaxar depois desta volta louca. Foi ótimo!

Quem for para Sacre-Coeur ou desce na Anvers e na volta pega o mesmo metrô (Anvers) ou se informa no Centro de Informações Turísticas e se junte ao ônibus de excursão que leva até lá. Senão, é roubada.

1 de jun. de 2009

Versailles é fantástico


Hoje (10/05) foi a despedida do Claudio e Sônia, que seguiram para Londres. Poxa, estava tão boa a companhia... Rimos e nos divertimos muuuito! Valeu!!


Panthéon

Fomos conhecer o Panthéon, ao lado do nosso hotel! A entrada no segundo domingo do mês é gratuita, nos outros dias custa € 8 (agora não me recordo bem, mas é por aí).


Este lugar foi idealizado para ser uma igreja, mas tornou-se um panteão (onde ficam os restos mortais de ilustres ou daqueles que prestaram grandes serviços a humanidade) formalmente em 1885.


Lá estão os túmulos de Victor Hugo, Voltaire, Braille, Rousseau e muitos outros. Pra variar é enorme, lindo. Tem um relógio de Da Vinci, que marca a hora pela posição do sol. Interessante.


Descemos pela Saint-Jacques até Notre Dame. Novamente chegamos bem na hora da missa, a qual assistimos até o fim. Para nós (Eduardo e eu) é muito importante esses momentos e aproveitamos para agradecer sempre tudo o que estamos vivendo.

Notre-Dame

De lá pegamos o metrô na estação de Saint Michel Notre Dame (€ 2,90) até Versailles-Rive Gauche (linha C. Cada trem tem um nome e a direção Versailles aparece na tela de TV da plataforma). A viagem leva cerca de 30 minutos e o passeio pelo palácio mais ou menos 2 horas, sem contar com os jardins.

 

Jardim de Versailles
Nós não tínhamos nos programado para ir ao Palácio de Versailles (€ 10,00 depois de 15h30 e gratuita pelos jardins - 9h às 18h30), já que fomos ao Vale do Loire, mas ainda bem que fomos.

O palácio é lindo, majestoso, rico. Os jardins são incríveis, você não vê o final e o palácio é totalmente decorado, parece que você está vivendo naquela época.

Nós pegamos um audio guia em português (de Portugal) já incluso no valor de entrada. Foi ótimo porque fomos conhecendo a história de cada cômodo e juntando com a história que já tínhamos vivido em outros locais. Por exemplo: conhecemos como Maria Antonieta fugiu antes de ser capturada e decapitada na Place de la Concorde e vimos o quadro original da coroação do imperador Bonaparte (a cópia vimos no Louvre).


Sala dos Espelhos

E a Sala dos Espelhos? Nossa, que coisa enorme e linda. Lá que foi assinado o Tratado de Versailles, que deu fim a Primeira Guerra Mundial. Como os fraceses dizem, Versailles era a Disney de Luís XIV, o Rei Sol. Foi um passeio não planejado muito bem feito. Adoramos!


Na volta paramos na mesma estação e fomos caminhando pela Saint Michel, passando pela fonte Saint-Séverin, na Rue de La Harpe e pelo Thermes et hôtel de Cluny. Lá tem umas ruínas romanas do século 1, onde fica o museu da Idade Média.

 Domingo praticamente tudo fecha e o bom está em Marais. Todas as lojas, cafés e restaurantes funcionam lá. Mas como estava chuvoso em Paris, resolvemos aproveitar para recarregar a bateria. Jantamos na Saint German e fomos para o hotel. Afinal, uma viagem de 20 dias...temos que conter a curiosidade e descansar, senão não conseguiremos aproveitar até o final.

27 de mai. de 2009

Explorando Paris

Nosso hotel estava entre a Sorbonne, Panthéon e Jardin du Luxembourg, ou seja, muitíssimo bem localizado. E lá fomos nós, passear no parque mais romântico da cidade, o Jardim de Luxemburgo. Lá dentro fica o Senado, antigo palácio da família Médicis. É um local para praticar esportes (caminhada, corrida) ou só ficar sentado lendo um livro, namorando, vendo os passarinhos... muito gostoso.

Jardim de Luxemburgo

Saímos pela Rue Bonaparte até a Église Saint-Sulpice, de 1646. Lá que foi gravado parte do filme O Código da Vinci. Passamos pela rua onde ficava o hotel que Claudio e Sônia se hospedaram há 20 anos atrás, na lua de mel deles. O hotel existe, mas com outro nome.

Chapelle de la Medaille Miraculeuse
Continuamos pela Bd. Saint Germain, onde fica a Église Saint-Germain-Des-Prés, a mais antiga igreja de Paris, construída de 555 a 576. Paramos um pouco no Café de Flore, um dos mais tradicionais de Paris, até a Rue du Bac, na Chapelle Notre Dame de la Medaille Miraculeuse (na altura no n. 140, ao contrário da direção do Sena). Esta igreja tem uma história diferente conosco. Lá fica o túmulo de Catherine Labouré, a freirinha que viu Nossa Senhora no local onde foi construída a igreja. Foi emocionante. Assistimos a missa e comungamos.

Esta igreja é famosa pela medalhas. Dizem que não se pode ir a Paris sem comprar as pequenas medalhas milagrosas, que podem ser bentas lá mesmo. É um ótimo presente, mas com crença, nada de comprar apenas como souvenir.

Na mesma rua tem uma loja incrível, a Pylones. Ela é super diferente, com objetos de uso diário, mas em formatos inusitados e muito coloridos. Vale a pena a visita (http://www.pylones.com/).

Vista linda até chuvendo
Depois seguimos para o Musée Du Louvre (€ 9,50 - terça não abre e sexta vai até 22h). Espetáculo! São mais de 30 mil obras de arte expostas neste antigo palácio real, aberto ao público desde 1793. Lá que fica a famosa Mona Lisa e a Vênus de Milo. É muito grande. Andamos por 4 horas seguidas e não conseguimos ver tudo. Fomos nos salões Denon e Sully, que acho serem os melhores mesmo, onde está a parte Egípicia, Romana e a parte Italiana. A Mona Lisa é mínima e a multidão é enorme. Já a Vênus de Milo é grande e dá para chegar bem perto.

>> Dica: se quiser, pode sair do museu e voltar no mesmo dia utilizando o mesmo bilhete. Para isso, peça a um dos funcionários mais informações. Não dá para ficar mais de 4 horas seguidas dentro do museu...

"Cochilada" no Jardim des Tuileries
Depois do Louvre fomos para o Jardins des Tuileries, no caminho para a Champs-Élysées. Bem em frente fica a Place de la Concorde, um importante cruzamento de vias e onde aconteceram importantes fatos históricos. Foi nesta praça que mais de 1.300 pessoas foram decapitadas, inclusive Maria Antonieta, em 1793. No local da guilhotina foi construído um obelisco que fica alinhado com o Arco do Triunfo e com o Arco do Carrousel.

Perto dali, na Rue de Rivoli há centenas de lojas de souvenir. Dizem que é o melhor local para compras. Por quantidade pode ser, mas por valor a Rue de La Huchette é bem melhor. Tem também a Place Vendôme, outra importante praça de Paris, onde fica o hotel Ritz.

Invalides
Seguimos pela Av. Churchill, passando pelo Grand Palais e Petit Palais, um em frente ao outro. São museus e o Grand Palais tem uma estrutura de vidro que a noite fica piscando uma luz vermelha que pode ser vista de vários pontos da cidade. Continuamos pela ponte Alexandre III até a Esplanade Des Invalides. Esta enorme construção já foi um importante hospital para atender aos soldados feridos do rei Luís XIV. Atualmente abriga a igreja de Saint-Louis e do Dôme (a cúpula dourada pode ser vista de vários pontos de Paris), o túmulo de Napoleão e museus.

Bem perto está o Musée Rodin, onde era a casa dele mesmo. A obra O Pensador está lá, no jardim. Conseguimos vê-la de longe. O museu já estava fechado e depois do Louvre, não dá para mais um museu hoje, né?
Paris... linda de qualquer ângulo

Fomos jantar nos arredores da Saint-Germain, onde fica sempre cheio. Ficamos andando pelas ruas Mazarins, Grand-Augustins, St-André-Des-Arts, Buc, L'Éperon, Danton... Tem vários bares e restaurantes legais. É só escolher. Nesta área tem umas ruas mínimas com restaurantes legais meio escondidos. Vale explorar.

É isso por hoje. Boa noite!

26 de mai. de 2009

Vale do Loire - Blois

Estamos no oitavo dia de viagem. Dia 08 de maio é feriado na França, dia da retirada das tropas alemãs, mas isso já escrevi, né? Fomos a uma cafeteria na Rue Sain-Jacques, ao lado da nossa rua praticamente (€ 11 - para 2 pessoas: croissant, suco de laranja, geléia e café). Depois fomos ao supermercado Monop' na Saint Michel e compramos nosso piquenique de mais tarde: vinho, pães, geléia, queijos (cada queijo!!! hum... uma delícia), água, biscoitos e suco. Tudo deu € 22 para quatro pessoas.


Pegamos um táxi da Bd. Saint Michel até a Gare D'Austerlitz para pegar o trem (€ 48,20 ida e volta por pessoa) que nos levaria ao Vale do Loire, mais precisamente até a cidade de Blois. Pegamos o trem de 11h40 e chegamos em Blois às 13h15. O ideal é pegar o trem mais cedo, por volta de 9h, porque o ônibus que sai da estação para os castelos tem o último translado em torno de 12h50.

Ville Blois

 >> Vale do Loire: é o lugar com a maior concentração de castelos do mundo, daqueles dignos de histórias como A Bela Adormecida: com pontes levadiças, muralhas e jardins de se perder de vista. Por esta região passa o maior rio francês, o Loire, e é onde se produz um dos melhores vinhos brancos da França. Dá para ir de trem, como eu, ou ir de carro. Neste caso, se tiver tempo e puder dormir lá, é perfeito, pois há castelos que não tem como ir de trem e pegar um táxi fica muito caro. Há a opção de ônibus, que custa € 12 por pessoa (para Chambord), segundo a atendente do Centro de Informações de Blois. Neste caso, o melhor é marcar com antecedência com a Transports du Loir-et-Cher, através do site tlcinfo.net . Qualquer centro de informações turísticas ajuda também.

Bem, chegamos em Blois e fomos direto ao Centro de Informações Turísticas (saindo da estação, desça pela Ave. Jean Laigret n. 3 - em frente ao Château de Blois. Lá alugamos um táxi por € 71 que nos levaria até o Château de Chambord (17 km de Blois - 20 minutos - http://www.chambord.org/) e ficaria nos esperando para voltar depois de 1h de passeio.


Chateu Chambord

Daria para fazer tranquilamente a visita neste período se não fosse a enorme fila para comprar o ingresso (€ 9,50 - 9h às 18h15). Tivemos que correr um pouco, mas vimos tudo e tiramos muitas fotos. A visita interna de 1h30 é o suficiente.

Pode-se também alugar uma bicicleta e ficar passeando pelo jardim enorme, ou melhor, por sua floresta, com mais de 5 mil hectares! É possível também alugar um barquinho e dar uma volta pelo rio em torno do castelo. E vale. A propriedade inteira de Chambord é patrimônio mundial da humanidade pela Unesco. Ou seja, dá para imaginar o quanto é valioso e esplendoroso, né? Não é a toa que é um dos mais visitados castelos da França.

Enquanto esperávamos o Eric - o taxista - ficamos na praça em frente ao Château de Blois, que pertenceu a Catarina de Médicis e que possui uma ala misteriosa com mais de 230 armários secretos usados por ela. Nesta praça tem alguns cafés onde pode-se comer algo.

Ali também tem um castelo chamado Casa da Magia. Estava tendo uma apresentanção bem na hora e ficamos vendo. É ótimo para crianças, pois eles simulam a invasão de dragões no castelo. Bem divertido.
Foi ótimo termos ido de táxi, o Eric foi nos contando um pouco da história da cidade. Com apenas 50 mil habitantes, Blois foi massacrada por ataques na Segunda Guerra e ainda preserva muito suas características medievais.

Placa de informação sobre Joana D'Arc
Foi lá também que Joana D'Arc juntou o exército em 25 de abril de 1429 para libertar a cidade de Orleans, em 27 de abril do mesmo ano, local onde foi capturada e queimada por acusação de bruxaria.

A cidade já foi capital da França no reinado de Luís XII, em 1498. Bacana, né? Não é incrível você pisar num chão que testemunhou tantos fatos históricos?! Nossa, acho isso incrível e a Europa, sem dúvida, é o melhor lugar para deixar este tipo de imaginação fluir...

No caminho para Chambord passamos por diversas plantações de vinhos e muitas flores. São enormes campos coloridos e casinhas muito graciosas. No inverno o Eric disse que não dá para ir (apesar de funcionar) porque faz muito frio e a camada de neve chega a 15 cm de espessura. A estrada fica perigosa, inclusive.


O castelo estava lotado de gente (era feriado!). É enorme e com algumas partes mobiliadas, remetendo à época que foi construído pelo rei Francisco I, em 1519. Idealizado como um retiro de caça, Chambord possui a arquitetura que fez dele o castelo de todos os exageros (não como Versailles): 156 metros de comprimento, 56 metros de altura, 77 escadas, 282 chaminés e 426 divisões. O mais interessante é a escada. Quem desce nunca cruza com quem sobe. Na verdade são duas escadas sobrepostas em formato aspiral. Muito legal!

Châteu Blois
Voltando do passeio, fomos fazer um piquenique em Blois, próximo ao Château. Foi ma-ra-vi-lho-so e engraçado. O canivete que compramos para abrir a garrafa de vinho quebrou e ficamos horas tentando achar uma forma de tirar a rolha da garrafa. O Claudio levou a garrafa num bar e enfim conseguimos beber nosso maravilhoso vinho francês.

Blois
Depois fomos dar uma volta pela cidade. Ela é muito lindinha. Tomamos um sorvete de pistache com chocolate e ficamos passeando encantados com a paisagem de Blois. Voltamos para a estação e pegamos o trem de 19h58 (os trens saem na hora marcada e é sempre importante validar nas máquinas amarelas espalhadas pela estação sob pena de multa alta do fiscal que verifica os bilhetes dentro do trem. Isso vale para ônibus e metrô também).

Voltamos dormindo, mas deu tempo de ver o por do sol. Lindo! Aliás essa durmidinha foi ótima para recuperar as forças. Da estação de Austerlitz pegamos um metrô (€ 1,60) até Notre-Dame. Lá é o marco zero de Paris, de onde se mede a distância para todos os pontos da cidade.


Marco Zero

Ficamos por lá mesmo, jantamos no Petit Pont (Rue du Petit Pont, esquina com a Rue de la Bücherie). Muito gostoso, tipicamente parisiense. Ficamos lá, tomando um chopp (enorme!) e vendo a movimentação da noite de Paris, com a catedral Notre-Dame bem na nossa frente.

Notre-Dame

Depois fomos andando pelas ruas La Ruchete (cheia de lojinhas com lembranças de Paris, e bem baratas, além de restaurantes tipo fast food), Galante e Dante. Essa área é cheia de bares e pequenos restaurantes, fica lotada de gente bebendo e conversando em pé. Andar por Paris é uma delícia!

20 de mai. de 2009

Paris, chegamos!

Embarcamos para Paris cedo pela Easy Jet. Comprei as passagens no Brasil pelo site da empresa. Tem versão em português e é uma das mais baratas.

O voo foi ótimo. Do Aeroporto Charles de Gaulle pegamos o trem RER B (8,40 euros - direto para o centro) até a estação de Luxemburgo, onde ficamos (Quartier Latin). No trem conhecemos o Luciano Prado, atleta brasileiro de maratona que estava indo disputar uma prova. Tomara que tenha dado tudo certo!

A estação era muito próxima ao Hotel Excelsior (Rue Cujas, n.20). A localização era perfeita, o quarto espaçoso e os funcionários muitos gentis, além de ter um ótimo preço em relação aos demais. Fica ao lado da Sorbonne e do Pantheon. Quase em frente ao Jardim de Luxemburgo. Mas quem é muito alérgico, pode esquecer. O hotel tem carpete no chão, no teto, nas paredes... Uma opção é o Grand Hotel Saint-Michel, também na Rue Cujas. Bem mais moderno e mais caro. Mas é ma-ra-vi-lho-so!

Encontramos com o Claudio e a Sonia na rua, dá para acreditar? Fomos para a Galerie Lafayette. Já às compras! Aproveitamos para comer por lá algo rápido e já começar a bater perna por Paris, passando pelo Ópera Garnier (o Teatro Municipal de Paris, em frente a Galerie). Fomos em direção a Tour Eiffel (claro, a primeira coisa que queríamos ver!) pela Boulevard Haussman, onde também fica a Printemps, uma loucura para quem gosta de sapatos.

Arco do Triunfo
Fomos andando até o Arc de Triomphe, monumento encomendado por Napoleão para reverenciar os soldados após sua vitoriosa batalha em Austerlitz, em1805.

Foi neste local também por onde o Exército Alemão invadiu Paris e onde são as comemorações de libertação da cidade com o general Charles de Gaulle. Aliás, por falar em comemoração, estava tendo uma parada com a guarda oficial em comemoração da retirada das tropas alemãs da França na Segunda Guerra, no dia 08 de maio.

Continuamos pela Av. Kleber até a Place du Trocadero, onde fica o Palais de Chaillot e abriga o Musee de I'Homme, o La Marine e o Cite de I'Architeture et du Patrimoine.


Torre Eiffel

Este, na minha opinião, é o melhor ângulo para se ter a mais bela vista da Torre Eiffel (foto acima). Ela foi surgindo na nossa frente. Era a esplanada do Trocadero e ela, linda, enorme, magnífica! O símbolo de Paris, erguida em 1889, com 324 metros de altura estava bem na nossa frente. E mais: fomos jantar "dentro" nela! Sonia, Claudio, Eduardo e eu jantamos um maravilhoso Magret de Canard (pato), com um autêntico Bordeaux e um delicioso profitelores de sobremesa no restaurante 58 Tour Eiffel (no primeiro andar, 58 metros de altura - somente com reserva, fizemos 1/2 hora antes e pagamos 4,50 euros para subir). Vimos o anoitecer dentro da Torre!!!
Vista da Torre Eiffel à noite

Depois pagamos um suplemento de 3,50 euros para subir e ver a vista do segundo andar (o terceiro estava fechado, eram 22h). Vimos a Torre ser acesa de dentro dela. Foi incrível ver a quantidade de flashs das câmeras que estavam lá embaixo registrando este momento. É um programa que tem que fazer. Vale a pena. E uma dica: para subir é sempre lotado, em qualquer época do ano. Indo ao restaurante, tem preferência na subida...

Voltamos andando pelas margens do rio Sena até a Boulevard Saint-Germain, onde pegamos um táxi e fomos para o hotel. Eram mais ou menos 0h30 e as ruas estavam completamente desertas, exceto a Saint-Germain, que sempre está com seus bares e restaurantes cheios.