Estamos no oitavo dia de viagem. Dia 08 de maio é feriado na França, dia da retirada das tropas alemãs, mas isso já escrevi, né? Fomos a uma cafeteria na
Rue Sain-Jacques, ao lado da nossa rua praticamente (€ 11 - para 2 pessoas: croissant, suco de laranja, geléia e café). Depois fomos ao supermercado Monop' na Saint Michel e compramos nosso piquenique de mais tarde: vinho, pães, geléia, queijos (cada queijo!!! hum... uma delícia), água, biscoitos e suco. Tudo deu € 22 para quatro pessoas.
Pegamos um táxi da
Bd. Saint Michel até a
Gare D'Austerlitz para pegar o trem (€ 48,20 ida e volta por pessoa) que nos levaria ao
Vale do Loire, mais precisamente até a cidade de
Blois. Pegamos o trem de 11h40 e chegamos em
Blois às 13h15. O ideal é pegar o trem mais cedo, por volta de 9h, porque o ônibus que sai da estação para os castelos tem o último translado em torno de 12h50.
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| Ville Blois |
>> Vale do Loire: é o lugar com a maior concentração de castelos do mundo, daqueles dignos de histórias como
A Bela Adormecida: com pontes levadiças, muralhas e jardins de se perder de vista. Por esta região passa o maior rio francês, o Loire, e é onde se produz um dos melhores vinhos brancos da França. Dá para ir de trem, como eu, ou ir de carro. Neste caso, se tiver tempo e puder dormir lá, é perfeito, pois há castelos que não tem como ir de trem e pegar um táxi fica muito caro. Há a opção de ônibus, que custa € 12 por pessoa (para
Chambord), segundo a atendente do Centro de Informações de
Blois. Neste caso, o melhor é marcar com antecedência com a
Transports du Loir-et-Cher,
através do site
tlcinfo.net . Qualquer centro de informações turísticas ajuda também.
Bem, chegamos em
Blois e fomos direto ao Centro de Informações Turísticas (saindo da estação, desça pela
Ave. Jean Laigret n. 3 - em frente ao
Château de Blois. Lá alugamos um táxi por € 71 que nos levaria até o
Château de Chambord (17 km de Blois - 20 minutos -
http://www.chambord.org/) e ficaria nos esperando para voltar depois de 1h de passeio.
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| Chateu Chambord |
Daria para fazer tranquilamente a visita neste período se não fosse a enorme fila para comprar o ingresso (€ 9,50 - 9h às 18h15). Tivemos que correr um pouco, mas vimos tudo e tiramos muitas fotos. A visita interna de 1h30 é o suficiente.
Pode-se também alugar uma bicicleta e ficar passeando pelo jardim enorme, ou melhor, por sua floresta, com mais de 5 mil hectares! É possível também alugar um barquinho e dar uma volta pelo rio em torno do castelo. E vale. A propriedade inteira de Chambord é patrimônio mundial da humanidade pela Unesco. Ou seja, dá para imaginar o quanto é valioso e esplendoroso, né? Não é a toa que é um dos mais visitados castelos da França.
Enquanto esperávamos o Eric - o taxista - ficamos na praça em frente ao
Château de Blois, que pertenceu a
Catarina de Médicis e que possui uma ala misteriosa com mais de 230 armários secretos usados por ela. Nesta praça tem alguns cafés onde pode-se comer algo.
Ali também tem um castelo chamado
Casa da Magia. Estava tendo uma apresentanção bem na hora e ficamos vendo. É ótimo para crianças, pois eles simulam a invasão de dragões no castelo. Bem divertido.
Foi ótimo termos ido de táxi, o Eric foi nos contando um pouco da história da cidade. Com apenas 50 mil habitantes,
Blois foi massacrada por ataques na Segunda Guerra e ainda preserva muito suas características medievais.
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| Placa de informação sobre Joana D'Arc |
Foi lá também que
Joana D'Arc juntou o exército em 25 de abril de 1429 para libertar a cidade de
Orleans, em 27 de abril do mesmo ano, local onde foi capturada e queimada por acusação de bruxaria.
A cidade já foi capital da França no reinado de Luís XII, em 1498. Bacana, né? Não é incrível você pisar num chão que testemunhou tantos fatos históricos?! Nossa, acho isso incrível e a Europa, sem dúvida, é o melhor lugar para deixar este tipo de imaginação fluir...
No caminho para Chambord passamos por diversas plantações de vinhos e muitas flores. São enormes campos coloridos e casinhas muito graciosas. No inverno o Eric disse que não dá para ir (apesar de funcionar) porque faz muito frio e a camada de neve chega a 15 cm de espessura. A estrada fica perigosa, inclusive.
O castelo estava lotado de gente (era feriado!). É enorme e com algumas partes mobiliadas, remetendo à época que foi construído pelo rei Francisco I, em 1519. Idealizado como um retiro de caça, Chambord possui a arquitetura que fez dele o castelo de todos os exageros (não como Versailles): 156 metros de comprimento, 56 metros de altura, 77 escadas, 282 chaminés e 426 divisões. O mais interessante é a escada. Quem desce nunca cruza com quem sobe. Na verdade são duas escadas sobrepostas em formato aspiral. Muito legal!
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| Châteu Blois |
Voltando do passeio, fomos fazer um piquenique em
Blois, próximo ao Château. Foi ma-ra-vi-lho-so e engraçado. O canivete que compramos para abrir a garrafa de vinho quebrou e ficamos horas tentando achar uma forma de tirar a rolha da garrafa. O Claudio levou a garrafa num bar e enfim conseguimos beber nosso maravilhoso vinho francês.
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| Blois |
Depois fomos dar uma volta pela cidade. Ela é muito lindinha. Tomamos um sorvete de pistache com chocolate e ficamos passeando encantados com a paisagem de
Blois. Voltamos para a estação e pegamos o trem de 19h58 (os trens saem na hora marcada e é sempre importante validar nas máquinas amarelas espalhadas pela estação sob pena de multa alta do fiscal que verifica os bilhetes dentro do trem. Isso vale para ônibus e metrô também).
Voltamos dormindo, mas deu tempo de ver o por do sol. Lindo! Aliás essa durmidinha foi ótima para recuperar as forças. Da estação de
Austerlitz pegamos um metrô (€ 1,60) até
Notre-Dame. Lá é o marco zero de
Paris, de onde se mede a distância para todos os pontos da cidade.
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| Marco Zero |
Ficamos por lá mesmo, jantamos no Petit Pont (Rue du Petit Pont, esquina com a Rue de la Bücherie). Muito gostoso, tipicamente parisiense. Ficamos lá, tomando um chopp (enorme!) e vendo a movimentação da noite de Paris, com a catedral Notre-Dame bem na nossa frente.
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| Notre-Dame |
Depois fomos andando pelas ruas La Ruchete (cheia de lojinhas com lembranças de Paris, e bem baratas, além de restaurantes tipo fast food), Galante e Dante. Essa área é cheia de bares e pequenos restaurantes, fica lotada de gente bebendo e conversando em pé. Andar por Paris é uma delícia!