15 de jun. de 2010

Dia de Vaticano!

Para ir ao Vaticano - o menor estado independente do mundo - compramos, no dia anterior, num centro de informações que fica na Piazza Navona, o passe de 25 euros incluindo o Museu do Vaticano, a Basílica de São Pedro e um Audio Guide em Português, que acabou não tendo... fomos apenas perguntar no balcão e na hora a atendente mandou a agência nos devolver o dinheiro por ter dado uma informação errada. Incrível. Usamos o audio guide inteiro em espanhol e inglês e ainda recebemos parte do dinheiro de volta (14 euros).

Para chegar até lá, pegamos o metrô sentido Otaviano/San Pietro. É tudo muito bem sinalizado, mas se tiver dúvida vá em direção à multidão. Não tem erro.

A primeira visão é a Piazza San Pietro. Tem alguns pontos marcados no chão, vá até eles e olhe em volta. É incrível, você vê alinhada todas as colunas ao redor como se fosse apenas uma fileira. Lá que o Papa faz audiências públicas todas as quartas. E adivinha que dia era? Quarta-feira! Mas nós, bobinhos, seguimos com o passeio e não vimos o Papa!!!

O museu é enooooorme. Aliás, são vários museus dentro de um. A parte do Egito é a mais fantástica. São monumentos de mais de 2 mil anos antes de Cristo! A vontade é de tocar em tudo (algumas coisas pode) e sentir a energia, a vibração de um tempo tão distante.

Mas o que mais queríamos ver era a Capela Sistina, onde é realizado o Conclave para a escolha do próximo Papa. Lá não pode tirar foto, mas claro que demos um jeitinho. Não podia ficar sem uma foto daquele teto estonteante de Michelangelo. Um pouco antes tínhamos comprado um livro numa loja de souvenir lá fora sobre a Capela Sistina. Fomos lendo cada pedaço e entrando na história. De repente a multidão já estava desapercebida por nós. Foi fantástico!

Da Capela seguimos para a Basílica de São Pedro (Atenção! não entra ninguém de bermuda ou minissaia. não tem conversa e quinta-feira o Vaticano não funciona, é dia de reunião entre o Papa e os Bispos). Essa é a igreja mais famosa do mundo e a maior construção sacra existente, onde está o sepulcro de Pedro. É lá que fica também a famosa obra Pietá de Michelangelo. Ela é bem pequena, mas linda. Você pode subir (pagar um pouco mais) e admirar a vista ou descer e ver onde estão os túmulos dos Papas, inclusive de João Paulo II.
Lá também tem vários confessionários. Língua a escolher. De repente vi "Polonês/Português". Falei pro Eduardo: "Não me confesso desde minha primeira Comunhão, vou lá". Imaginava ser português de Portugal, mas quando entrei, me deparo com um Padre pernambucano. Foi muito engraçado (com todo o respeito). Adorei!

22 de fev. de 2010

Cinque Terre

O início do filme 007 Quantum Of Solace tem cenas de Cinque Terre e Siena. Dois lugares lindos que valem a pena conhecer quando estiver na Itália!

10 de out. de 2009

Era o décimo nono dia de viagem e tinha muita coisa para conhecer. Era apenas o segundo dia em Roma e aqui foi o lugar que talvez mais tenhamos sentido emoção histórica. Chama de "berço da civilização ocidental" é um clichê inevitável. O patrimônio de igrejas, museus e ruínas é inigualável. Aqui o mínimo de estada são cinco dias e ainda sim é possível que não dê para ver tudo. Mas vamos tentar!

Andar em Roma é complicado, tudo é muito grande e por isso muito cansativo. Resolvemos pegar um ônibus (€ 1,00 - lembre de comprar o tícket antes de entrar no ônibus ou metrô e validá-los! Os tickets são vendidos em casas de tabaco, bancas de jornal e revistas). Fomos até a Piazza Della Rotonda, onde fica o Phanteon (entrada gratuita - foto acima). Ele tem as maiores portas de bronze do mundo, projetada pelo imperador Adriano, em 118 d.C.
De lá seguimos para a Piazza Navona, a praça barroca mais espetacular de Roma. Ela é fechada ao trânsito e em volta dela há vários cafés lindos. No centro da Piazza há três fontes, a mais famosa é a Fontana dei Quattro Fiumi, projetada por Bernini, que representa os quatro grandes rios do mundo: Ganges (Ásia), Nilo (África), Danúbio (Europa) e Prata (América). De um lado da Piazza fica a Fontana del Moro e do outro a Fontana Del Nettuno, onde em frente fica a nossa Embaixada!
Na Piazza Navona tem um centro de informações onde compramos o passe para visitar o Vaticano no dia seguinte. Custou € 25,00 por pessoa incluindo o Museu do Vaticano, a Basílica de São Pedro e Capela Sistina, com áudio guia e guia acompanhando.

Depois fomos para a famosa Fontana di Trevi (foto acima). Que coisa mais linda! Dá vontade de mergulhar naquela água transparente e cheia de moedas! A fontana representa Netuno com dois trintões. Um deles luta para domar um cavalo-marinho e o outro cavalga num cavalo-marinho mais calmo. Fica cheio de dia e de noite e é ótimo tomar um sorvete e sentar ali para admirar esse monumento.
Seguimos andando até o Campo del Fiori, um lugar maravilhoso para ir a noite, com muitos restaurantes, trattorias e cafés. Uma praça que capta bem o espírito italiano. Aos sábados tem uma feira de flores e legumes bem interessante. Compramos umas pêras lindas e suculentas e fomos comendo pelo caminho até o Rio Tevere.
Cruzamos a Ponte Sisto e fomos margeando o rio, já no bairro de Transtevere, um dos mais pitorescos bairros velhos da cidade. Os habitantes desse bairro se consideram os romanos mais autênticos. Um pouco mais a frente fica a Isola Tiberina, uma ilha com duas pontes: a Cestio e a Fabricio, esta última é a mais antiga de Roma, de 62 d.C (foto acima).
Lá tem uns cadeados que "selam" o amor dos casais que por ali passam. E isso foi um achado, porque não vi nenhuma referência nos livros que comprei de viagem.

Atravessando a ponte e seguindo pela margem direita do rio, chegamos ao Circo Massimo, onde aconteciam as famosas corridas de biga. Já estava anoitecendo e o visual foi deslumbrante.
O céu estava um azul sereno e aquele contraste alaranjado do Circo Massimo com o Forum Romano atrás foi realmente emocionate. Ficamos lá por algum tempo contemplando aquela maravilha e agradecendo a Deus por aquele momento tão sublime.

Já estávamos loucos de fome. Achamos a Trattoria Melo próximo ao Foro Trajano.
Não comíamos carne há 19 dias! Pedimos um abbacchio scottadito, ou seja, um cordeiro maravilhoso com salada e legumes grelhados. Educados, começamos a cortar a carne com talher até o dono do restaurante, muito simpático e falante, nos deu uma bronca e falou para comermos com as mãos. Assim é o ritual! Depois nos trouxe cumbucas com pétalas de rosas e limão para nos lavarmos. Foi espetacular!
Depois fomos fazer a digestão andando pelo Coliseo (foto acima) à noite. Essa era a imagem que tínhamos na cabeça: aquela iluminação alaranjada esplendorosa. Passamos pelo estádio aquático onde o nosso Cielo, dois meses depois, ganhou o Mundial de Natação.
Fim do dia. Hotel para descansar e amanhã tem mais! Tem Vaticano!