15 de jun. de 2010

L'ultimo giorno ...

Nosso voo mudou de horário, era para ser na noite do dia 23 e passou para às 6h20 da manhã. Ou seja, perdemos um dia em Roma. Então esse seria o último... Para não sair de madrugada, resolvemos ir à noite e foi a pior coisa que fizemos. Deixamos as malas no aeroporto e passamos a noite lá. Nossa! Que terror! As horas não passavam...

Bem, mas antes disso... voltamos para a Piazza Di Spagna. Decidimos fazer umas comprinhas. Até aqui não tínhamos comprado nada! Fomos com o dinheiro contado e já que teve uma sobrinha... resolvermos nos dar ao luxo de compras umas coisinhas...

Como era o último dia, largamos o mapa e fomos explorando sem rumo. Almoçamos num restaurante chamado Matricianella, de 1957.  O restaurante fica na Via Del Leone, 4. Comemos um taglioni con cozze e pachino (ou seja, massa com mexilhões e tomates) e um tomarelli con gamberi e zucchine (ou seja, massa com camarões e abobrinha). Os dois são bem apimentados, pelo menos pelo meu gosto, mas muito saborosos. Aliás, é difícil errar uma massa na Itália, não é? E de sobremesa: uma torta da nonna!

Ficamos andando, andando... tomando café, sorvete... é tão bom ficar observando a vida dos italianos, as paisagens... sem rumo... só passeando.

Hora de voltar: pegamos um trem para o aeroporto Leonardo Da Vinci ou Fiumicino. Pagamos 22 euros para nós dois. É tranquilo de ir, sem problemas.

A volta durante o dia é brabo...as horas não passam. Mas valeu. A viagem foi maravilhosa. Depois de conhecer a Europa, não penso em outra coisa a não ser voltar. Tudo aqui é lindo, tem história! Conhecemos lugares incríveis, experimentamos comidas dividas, bebemos vinhos deliciosos...

Mas também vou dizer que depois de 23 dias fora, voltar para casa é bom demais. Ver minha Cidade Maravilhosa, minha casa... é muuito bom ir. Poder voltar é melhor ainda!

Alla prossima! Se Dio vuole!

Dica Tax Free: Cada país tem seu valor e você tem que pedir ainda nele. Na França, por exemplo, é 175 euros e na Itália é 130 euros. Na loja onde você compra tem que pedir o formulário preenchido. E detalhe: não despache o produto que vc vai pedir reembolso, senão nada feito. Você tem que mostrar. Como cheguei tarde no aeroporto, não pude pedir meu reembolso em dinheiro, tive que fazer o pedido no cartão de crédito. Mas até agora não recebi nada...

Explorando Villa Borghese e Spagna

A verdade é que depois de 20 dias viajando e andando sem parar, já estávamos um pouco cansados. Roma tinha muita gente! Decidimos dar um passeio em Villa Borghese, um parque imperdível. Uma área enorme, verde, com muitos lagos e fontes. Para chegar até lá pode ir de metrô (linha A para Spagna ou Flaminio) ou de ônibus. Preferimos ir de ônibus para ver todo o caminho. Pegamos o número 910 em direção a Flaminio. Custou 10 euros, achei bem caro. Saindo da Villa Borghese tem a Via Vittorio Veneto, uma das ruas mais bonitas de Roma. O mais atraente são são os cafés nas calçadas, um charme só.

Voltamos também de ônibus (não lembro o número, mas também não importa porque foi errado). Ele deu a volta em quase toda Roma até chegar no Coliseo. Almoçamos num restaurante pequenino em frente ao Coliseo com rosas na parede. Muito charmoso e barato (45 euros + 10%): comemos uma massa (lógico!) com vinho e água.

De lá fomos para a Piazza Di Spagna (metrô Colosseo até Spagna). As ruas Condotti, Cavour e Del Balbuino são as que concentram as marcas mais luxuosas, tais como Louis Vuitton, Hermès, Chanel, Bvulgari...tem uma Osklen (nossa brasileira) linda!

No fim da Balbuino fica a Piazza Del Papolo. Tem uma história curiosa: nesta praça há 2 igrejas idênticas. Dizem que uma delas foi construída para as famílias mais ricas poderem frequentar. Mas atendendo às reividicações do povo, já que a igreja é de todos os filhos de Deus, foi construída outra idêntica ao lado. Se é verdade ou não, não sei, mas é o que dizem por lá.

Na Piazza Augusto Imperatore fica o famoso Ristorante Alfredo Imperatore all'Originale. Tem que fazer reserva, vive cheio. Obviamente não conseguimos em cima da hora e fomos jantar próximo, na Via Della Croce, na Trattoria D'Angelo uma pizza maravilhosa com um Chianti clássico (50 euros + 10%).

Voltamos andando pelas ruas cor âmbar de Roma até a Fontana Di Trevi. Estava lotada de turistas! Tomamos um sorvete de pistache com chocolate (divino) e outro de "camata siciliana". Muito bom, tem que experimentar.

Nossa última noite em Roma...

Dia de Vaticano!

Para ir ao Vaticano - o menor estado independente do mundo - compramos, no dia anterior, num centro de informações que fica na Piazza Navona, o passe de 25 euros incluindo o Museu do Vaticano, a Basílica de São Pedro e um Audio Guide em Português, que acabou não tendo... fomos apenas perguntar no balcão e na hora a atendente mandou a agência nos devolver o dinheiro por ter dado uma informação errada. Incrível. Usamos o audio guide inteiro em espanhol e inglês e ainda recebemos parte do dinheiro de volta (14 euros).

Para chegar até lá, pegamos o metrô sentido Otaviano/San Pietro. É tudo muito bem sinalizado, mas se tiver dúvida vá em direção à multidão. Não tem erro.

A primeira visão é a Piazza San Pietro. Tem alguns pontos marcados no chão, vá até eles e olhe em volta. É incrível, você vê alinhada todas as colunas ao redor como se fosse apenas uma fileira. Lá que o Papa faz audiências públicas todas as quartas. E adivinha que dia era? Quarta-feira! Mas nós, bobinhos, seguimos com o passeio e não vimos o Papa!!!

O museu é enooooorme. Aliás, são vários museus dentro de um. A parte do Egito é a mais fantástica. São monumentos de mais de 2 mil anos antes de Cristo! A vontade é de tocar em tudo (algumas coisas pode) e sentir a energia, a vibração de um tempo tão distante.

Mas o que mais queríamos ver era a Capela Sistina, onde é realizado o Conclave para a escolha do próximo Papa. Lá não pode tirar foto, mas claro que demos um jeitinho. Não podia ficar sem uma foto daquele teto estonteante de Michelangelo. Um pouco antes tínhamos comprado um livro numa loja de souvenir lá fora sobre a Capela Sistina. Fomos lendo cada pedaço e entrando na história. De repente a multidão já estava desapercebida por nós. Foi fantástico!

Da Capela seguimos para a Basílica de São Pedro (Atenção! não entra ninguém de bermuda ou minissaia. não tem conversa e quinta-feira o Vaticano não funciona, é dia de reunião entre o Papa e os Bispos). Essa é a igreja mais famosa do mundo e a maior construção sacra existente, onde está o sepulcro de Pedro. É lá que fica também a famosa obra Pietá de Michelangelo. Ela é bem pequena, mas linda. Você pode subir (pagar um pouco mais) e admirar a vista ou descer e ver onde estão os túmulos dos Papas, inclusive de João Paulo II.
Lá também tem vários confessionários. Língua a escolher. De repente vi "Polonês/Português". Falei pro Eduardo: "Não me confesso desde minha primeira Comunhão, vou lá". Imaginava ser português de Portugal, mas quando entrei, me deparo com um Padre pernambucano. Foi muito engraçado (com todo o respeito). Adorei!