19 de ago. de 2012

De volta ao Velho Continente


Desta vez o ritmo era outro. Estávamos embarcando de volta ao Velho Continente para uma nova lua de mel... queríamos todo o clima romântico, facilmente encontrado na Europa; sem pressa, sem relógio, sem tarefas para cumprir. Só ir... e se surpreender.

No início da viagem conhecemos Delphine, uma francesa que mora no Brasil há 4 meses. Ela nos deu uma lista de queijos maravilhosos para experimentar, diferentes dos que nós encontramos no Brasil. Alguns nomes: Roblechon, Saint Félicien, Saint Marcellin, Tome de Savoie, Conté Fruité, Morbier... 

Chegamos em Paris no domingo, dia 22 de abril, dia das eleições presidenciais, quando Sarcozy foi para o segundo turno. As ruas estavam vazias e as lojas fechadas. Somente cafés e restaurantes, além de poucos mercados estavam funcionando.

Almoçamos num restaurante bem próximo ao nosso hotel, na Quartier Latin, chamado La Luxemburgo, com vista para o Jardim de mesmo nome.

É muito bom estar num lugar já conhecido. E como ficamos no mesmo hotel da outra vez, estávamos nos sentindo em casa. Como não estávamos no ritmo desbravador, optamos por explorar a cidade de outra forma. Fomos passear de Bateaux. O circuito fez todo o percurso no Sena, passando pela Notre Dame, Louvre, Tour Eiffel... bem tranquilo e praticamente vazio, o que tornou o passeio ainda melhor. Com o passe você pode parar nos pontos e pegar o próximo barco ou andar e pegá-lo em outro ponto. 

Para quem tem pouco tempo em Paris, o passeio no bateaux é uma ótima opção. Dá para conhecer os principais pontos turísticos e com ângulos perfeitos para fotos. E a noite ir para a Saint German Des Prés, um local boêmio e point dos jovens parisienses. 

Jantamos no Le Petit Chalet, um dos poucos restaurantes que estavam abertos para um dia de eleição. Quando o garçom soube que éramos brasileiros começou a cantar "Ai, se eu te pego". Inacreditável...

Notre Dame com ângulo do bateux 
Pont Alexandre III, uma das mais belas 
Tour Eiffel

23 de out. de 2011

San Diego Histórica

San Diego é a colônia espanhola mais antiga da Califórnia. E tem um pedacinho dela preservado no Old Town State Park, um centro que tem como ponto as primeiras colonizações. Lá fica a primeira prisão, o primeiro banco, charutaria, hotel e por aí vai. Um lugar ótimo para crianças e adultos.  E como todo lugar turístico, tem vários restaurantes e lojinhas de souvenirs. De lá também sai o ônibus turístico para os principais pontos da cidade.



Seguimos para o Balboa Park, um enorme parque com mais de 445ha de área verde, 16 museus, diversos institutos de arte, teatros e o maior zoológico do país. O parque é tão grande que no folheto diz que é preciso reservar pelo menos 2 dias para ver todas as suas atrações.

Estacionamos o carro bem perto do Jardim Japonês. Aos domingos é comuns ter concertos e chegamos a ouvir os ensaios de um enorme órgão numa espécie de anfiteatro. Infelizmente não assistimos nenhum concerto, mas deve ser emocionante naquele local.



Os dois mais visitados museus são o de Arte e o de História Natural. Optamos pelo segundo, levando em consideração que já tínhamos visto as maiores personalidades da arte na Europa, mas não sabemos se foi uma boa escolha. O Museu de História Natural (U$ 17/pessoa) não é lá essas maravilhas...Para quem conhece o mesmo museu em NY, esse não pode ser o melhor, definitivamente. Mas estava com uma exposição de jóias com pedras preciosas magnífica, algumas raras, entre elas o diamente vermelho, que eu nem sabia que existia. Esta exposição valeu a pena.


No Old Globe Theatre, um dos melhores teatros da Costa Oeste, é onde tem as mais disputadas peças. Cada semana há uma atração diferente. O ideal é consultar o site do parque para programação: http://www.balboapark.com.


Vista de San Diego da península de Coronado

De lá seguimos para a península de Coronado. Um lugar lindo, onde fica o famoso Hotel Del Coronado, construído em 1888. Por lá já passaram vários ilustres e é o endereço mais caro de San Diego. A vista de San Diego vale a visita.

Sunset Cliffs

Continuamos o passeio até Sunset Cliffs. Um lugar com casas maravilhosas e muito procuradas pelos surfistas. O acesso à praia é difícil, por isso não é muito recomendado a crianças e pessoas com dificuldades de locomoção. Percorremos a orla de Ocean Beach e ficamos lá vendo os surfistas se divertindo. Na ponta da península, no extremo sul, fica o Cabrillo National Monument, em homenagem ao primeiro explorador português, Juan Cabrillo, na época a serviço da Espanha, a pisar na Califórnia.

Surfistas em Ocean Beach

C A L I F Ó R N I A ! ! !

Primeira parada: Texas. O voo fez conexão em Houston. Foram quase dez horas de viagem e mais três no aeroporto antes de embarcar para San Diego, nosso ponto fixo na Califórnia. Para já entrar no clima dos Estados Unidos, fomos tomar um café da manhã tipicamente americano: ovos, presunto, bacon e café.

Não sei se é sempre assim, mas a chegada em San Diego foi terrível! Turbulência e o avião veio fazendo zigue zague para escapar das nuvens. Mas ele voava tão baixo que dava medo!

Enfim chegamos! Depois daquele café da manhã pesado, escolhemos uma churrascaria brasileira no downtown  para matar as saudades que ainda nem tinha aparecido. Foi ótimo. Me senti no Brasil com tantos brasileiros comendo, servindo, trabalhando.

Era uma quinta-feira, dia normal. A cidade é tão calma, tão tranquila, que parecia ser um domingo. A cidade é uma graça, toda planejada, com grandes parques e uma intensa vida ao ar livre.

Bem perto do restaurante que almoçamos fica o Horton Plaza, um shopping aberto, com nome em homenagem a Alonzo Horton, considerado o fundador da San Diego moderna, em 1870.

E como Estados Unidos = compras, fomos de cara no Coztco, um enorme supermercado com tudo que você possa imaginar a preços imbatíveis. Mas tem um problema... só quem tem cartão do Coztco pode entrar. Isso quer dizer que sem o Sidney, nosso amigo de San Diego, jamais poderíamos ter comprado nada lá. É tipo um Makro de antigamente, só associados podem comprar.

É incrivelmente barato. Só para ter uma ideia, uma bandeja com dois salmões enormes custava menos de U$ 18. Uma garrafa de whisky de 1,5L custava U$ 26, uma caixa de kit kat com mais de 30 barras custava U$ 19 e uma caixa com 36 cocas-zero em lata custava menos de U$ 10! Isso sem falar em cremes, cosméticos, remédios, malas, meias... quase enlouqueci no primeiro dia.