27 de mai. de 2009

Explorando Paris

Nosso hotel estava entre a Sorbonne, Panthéon e Jardin du Luxembourg, ou seja, muitíssimo bem localizado. E lá fomos nós, passear no parque mais romântico da cidade, o Jardim de Luxemburgo. Lá dentro fica o Senado, antigo palácio da família Médicis. É um local para praticar esportes (caminhada, corrida) ou só ficar sentado lendo um livro, namorando, vendo os passarinhos... muito gostoso.

Jardim de Luxemburgo

Saímos pela Rue Bonaparte até a Église Saint-Sulpice, de 1646. Lá que foi gravado parte do filme O Código da Vinci. Passamos pela rua onde ficava o hotel que Claudio e Sônia se hospedaram há 20 anos atrás, na lua de mel deles. O hotel existe, mas com outro nome.

Chapelle de la Medaille Miraculeuse
Continuamos pela Bd. Saint Germain, onde fica a Église Saint-Germain-Des-Prés, a mais antiga igreja de Paris, construída de 555 a 576. Paramos um pouco no Café de Flore, um dos mais tradicionais de Paris, até a Rue du Bac, na Chapelle Notre Dame de la Medaille Miraculeuse (na altura no n. 140, ao contrário da direção do Sena). Esta igreja tem uma história diferente conosco. Lá fica o túmulo de Catherine Labouré, a freirinha que viu Nossa Senhora no local onde foi construída a igreja. Foi emocionante. Assistimos a missa e comungamos.

Esta igreja é famosa pela medalhas. Dizem que não se pode ir a Paris sem comprar as pequenas medalhas milagrosas, que podem ser bentas lá mesmo. É um ótimo presente, mas com crença, nada de comprar apenas como souvenir.

Na mesma rua tem uma loja incrível, a Pylones. Ela é super diferente, com objetos de uso diário, mas em formatos inusitados e muito coloridos. Vale a pena a visita (http://www.pylones.com/).

Vista linda até chuvendo
Depois seguimos para o Musée Du Louvre (€ 9,50 - terça não abre e sexta vai até 22h). Espetáculo! São mais de 30 mil obras de arte expostas neste antigo palácio real, aberto ao público desde 1793. Lá que fica a famosa Mona Lisa e a Vênus de Milo. É muito grande. Andamos por 4 horas seguidas e não conseguimos ver tudo. Fomos nos salões Denon e Sully, que acho serem os melhores mesmo, onde está a parte Egípicia, Romana e a parte Italiana. A Mona Lisa é mínima e a multidão é enorme. Já a Vênus de Milo é grande e dá para chegar bem perto.

>> Dica: se quiser, pode sair do museu e voltar no mesmo dia utilizando o mesmo bilhete. Para isso, peça a um dos funcionários mais informações. Não dá para ficar mais de 4 horas seguidas dentro do museu...

"Cochilada" no Jardim des Tuileries
Depois do Louvre fomos para o Jardins des Tuileries, no caminho para a Champs-Élysées. Bem em frente fica a Place de la Concorde, um importante cruzamento de vias e onde aconteceram importantes fatos históricos. Foi nesta praça que mais de 1.300 pessoas foram decapitadas, inclusive Maria Antonieta, em 1793. No local da guilhotina foi construído um obelisco que fica alinhado com o Arco do Triunfo e com o Arco do Carrousel.

Perto dali, na Rue de Rivoli há centenas de lojas de souvenir. Dizem que é o melhor local para compras. Por quantidade pode ser, mas por valor a Rue de La Huchette é bem melhor. Tem também a Place Vendôme, outra importante praça de Paris, onde fica o hotel Ritz.

Invalides
Seguimos pela Av. Churchill, passando pelo Grand Palais e Petit Palais, um em frente ao outro. São museus e o Grand Palais tem uma estrutura de vidro que a noite fica piscando uma luz vermelha que pode ser vista de vários pontos da cidade. Continuamos pela ponte Alexandre III até a Esplanade Des Invalides. Esta enorme construção já foi um importante hospital para atender aos soldados feridos do rei Luís XIV. Atualmente abriga a igreja de Saint-Louis e do Dôme (a cúpula dourada pode ser vista de vários pontos de Paris), o túmulo de Napoleão e museus.

Bem perto está o Musée Rodin, onde era a casa dele mesmo. A obra O Pensador está lá, no jardim. Conseguimos vê-la de longe. O museu já estava fechado e depois do Louvre, não dá para mais um museu hoje, né?
Paris... linda de qualquer ângulo

Fomos jantar nos arredores da Saint-Germain, onde fica sempre cheio. Ficamos andando pelas ruas Mazarins, Grand-Augustins, St-André-Des-Arts, Buc, L'Éperon, Danton... Tem vários bares e restaurantes legais. É só escolher. Nesta área tem umas ruas mínimas com restaurantes legais meio escondidos. Vale explorar.

É isso por hoje. Boa noite!

26 de mai. de 2009

Vale do Loire - Blois

Estamos no oitavo dia de viagem. Dia 08 de maio é feriado na França, dia da retirada das tropas alemãs, mas isso já escrevi, né? Fomos a uma cafeteria na Rue Sain-Jacques, ao lado da nossa rua praticamente (€ 11 - para 2 pessoas: croissant, suco de laranja, geléia e café). Depois fomos ao supermercado Monop' na Saint Michel e compramos nosso piquenique de mais tarde: vinho, pães, geléia, queijos (cada queijo!!! hum... uma delícia), água, biscoitos e suco. Tudo deu € 22 para quatro pessoas.


Pegamos um táxi da Bd. Saint Michel até a Gare D'Austerlitz para pegar o trem (€ 48,20 ida e volta por pessoa) que nos levaria ao Vale do Loire, mais precisamente até a cidade de Blois. Pegamos o trem de 11h40 e chegamos em Blois às 13h15. O ideal é pegar o trem mais cedo, por volta de 9h, porque o ônibus que sai da estação para os castelos tem o último translado em torno de 12h50.

Ville Blois

 >> Vale do Loire: é o lugar com a maior concentração de castelos do mundo, daqueles dignos de histórias como A Bela Adormecida: com pontes levadiças, muralhas e jardins de se perder de vista. Por esta região passa o maior rio francês, o Loire, e é onde se produz um dos melhores vinhos brancos da França. Dá para ir de trem, como eu, ou ir de carro. Neste caso, se tiver tempo e puder dormir lá, é perfeito, pois há castelos que não tem como ir de trem e pegar um táxi fica muito caro. Há a opção de ônibus, que custa € 12 por pessoa (para Chambord), segundo a atendente do Centro de Informações de Blois. Neste caso, o melhor é marcar com antecedência com a Transports du Loir-et-Cher, através do site tlcinfo.net . Qualquer centro de informações turísticas ajuda também.

Bem, chegamos em Blois e fomos direto ao Centro de Informações Turísticas (saindo da estação, desça pela Ave. Jean Laigret n. 3 - em frente ao Château de Blois. Lá alugamos um táxi por € 71 que nos levaria até o Château de Chambord (17 km de Blois - 20 minutos - http://www.chambord.org/) e ficaria nos esperando para voltar depois de 1h de passeio.


Chateu Chambord

Daria para fazer tranquilamente a visita neste período se não fosse a enorme fila para comprar o ingresso (€ 9,50 - 9h às 18h15). Tivemos que correr um pouco, mas vimos tudo e tiramos muitas fotos. A visita interna de 1h30 é o suficiente.

Pode-se também alugar uma bicicleta e ficar passeando pelo jardim enorme, ou melhor, por sua floresta, com mais de 5 mil hectares! É possível também alugar um barquinho e dar uma volta pelo rio em torno do castelo. E vale. A propriedade inteira de Chambord é patrimônio mundial da humanidade pela Unesco. Ou seja, dá para imaginar o quanto é valioso e esplendoroso, né? Não é a toa que é um dos mais visitados castelos da França.

Enquanto esperávamos o Eric - o taxista - ficamos na praça em frente ao Château de Blois, que pertenceu a Catarina de Médicis e que possui uma ala misteriosa com mais de 230 armários secretos usados por ela. Nesta praça tem alguns cafés onde pode-se comer algo.

Ali também tem um castelo chamado Casa da Magia. Estava tendo uma apresentanção bem na hora e ficamos vendo. É ótimo para crianças, pois eles simulam a invasão de dragões no castelo. Bem divertido.
Foi ótimo termos ido de táxi, o Eric foi nos contando um pouco da história da cidade. Com apenas 50 mil habitantes, Blois foi massacrada por ataques na Segunda Guerra e ainda preserva muito suas características medievais.

Placa de informação sobre Joana D'Arc
Foi lá também que Joana D'Arc juntou o exército em 25 de abril de 1429 para libertar a cidade de Orleans, em 27 de abril do mesmo ano, local onde foi capturada e queimada por acusação de bruxaria.

A cidade já foi capital da França no reinado de Luís XII, em 1498. Bacana, né? Não é incrível você pisar num chão que testemunhou tantos fatos históricos?! Nossa, acho isso incrível e a Europa, sem dúvida, é o melhor lugar para deixar este tipo de imaginação fluir...

No caminho para Chambord passamos por diversas plantações de vinhos e muitas flores. São enormes campos coloridos e casinhas muito graciosas. No inverno o Eric disse que não dá para ir (apesar de funcionar) porque faz muito frio e a camada de neve chega a 15 cm de espessura. A estrada fica perigosa, inclusive.


O castelo estava lotado de gente (era feriado!). É enorme e com algumas partes mobiliadas, remetendo à época que foi construído pelo rei Francisco I, em 1519. Idealizado como um retiro de caça, Chambord possui a arquitetura que fez dele o castelo de todos os exageros (não como Versailles): 156 metros de comprimento, 56 metros de altura, 77 escadas, 282 chaminés e 426 divisões. O mais interessante é a escada. Quem desce nunca cruza com quem sobe. Na verdade são duas escadas sobrepostas em formato aspiral. Muito legal!

Châteu Blois
Voltando do passeio, fomos fazer um piquenique em Blois, próximo ao Château. Foi ma-ra-vi-lho-so e engraçado. O canivete que compramos para abrir a garrafa de vinho quebrou e ficamos horas tentando achar uma forma de tirar a rolha da garrafa. O Claudio levou a garrafa num bar e enfim conseguimos beber nosso maravilhoso vinho francês.

Blois
Depois fomos dar uma volta pela cidade. Ela é muito lindinha. Tomamos um sorvete de pistache com chocolate e ficamos passeando encantados com a paisagem de Blois. Voltamos para a estação e pegamos o trem de 19h58 (os trens saem na hora marcada e é sempre importante validar nas máquinas amarelas espalhadas pela estação sob pena de multa alta do fiscal que verifica os bilhetes dentro do trem. Isso vale para ônibus e metrô também).

Voltamos dormindo, mas deu tempo de ver o por do sol. Lindo! Aliás essa durmidinha foi ótima para recuperar as forças. Da estação de Austerlitz pegamos um metrô (€ 1,60) até Notre-Dame. Lá é o marco zero de Paris, de onde se mede a distância para todos os pontos da cidade.


Marco Zero

Ficamos por lá mesmo, jantamos no Petit Pont (Rue du Petit Pont, esquina com a Rue de la Bücherie). Muito gostoso, tipicamente parisiense. Ficamos lá, tomando um chopp (enorme!) e vendo a movimentação da noite de Paris, com a catedral Notre-Dame bem na nossa frente.

Notre-Dame

Depois fomos andando pelas ruas La Ruchete (cheia de lojinhas com lembranças de Paris, e bem baratas, além de restaurantes tipo fast food), Galante e Dante. Essa área é cheia de bares e pequenos restaurantes, fica lotada de gente bebendo e conversando em pé. Andar por Paris é uma delícia!

20 de mai. de 2009

Paris, chegamos!

Embarcamos para Paris cedo pela Easy Jet. Comprei as passagens no Brasil pelo site da empresa. Tem versão em português e é uma das mais baratas.

O voo foi ótimo. Do Aeroporto Charles de Gaulle pegamos o trem RER B (8,40 euros - direto para o centro) até a estação de Luxemburgo, onde ficamos (Quartier Latin). No trem conhecemos o Luciano Prado, atleta brasileiro de maratona que estava indo disputar uma prova. Tomara que tenha dado tudo certo!

A estação era muito próxima ao Hotel Excelsior (Rue Cujas, n.20). A localização era perfeita, o quarto espaçoso e os funcionários muitos gentis, além de ter um ótimo preço em relação aos demais. Fica ao lado da Sorbonne e do Pantheon. Quase em frente ao Jardim de Luxemburgo. Mas quem é muito alérgico, pode esquecer. O hotel tem carpete no chão, no teto, nas paredes... Uma opção é o Grand Hotel Saint-Michel, também na Rue Cujas. Bem mais moderno e mais caro. Mas é ma-ra-vi-lho-so!

Encontramos com o Claudio e a Sonia na rua, dá para acreditar? Fomos para a Galerie Lafayette. Já às compras! Aproveitamos para comer por lá algo rápido e já começar a bater perna por Paris, passando pelo Ópera Garnier (o Teatro Municipal de Paris, em frente a Galerie). Fomos em direção a Tour Eiffel (claro, a primeira coisa que queríamos ver!) pela Boulevard Haussman, onde também fica a Printemps, uma loucura para quem gosta de sapatos.

Arco do Triunfo
Fomos andando até o Arc de Triomphe, monumento encomendado por Napoleão para reverenciar os soldados após sua vitoriosa batalha em Austerlitz, em1805.

Foi neste local também por onde o Exército Alemão invadiu Paris e onde são as comemorações de libertação da cidade com o general Charles de Gaulle. Aliás, por falar em comemoração, estava tendo uma parada com a guarda oficial em comemoração da retirada das tropas alemãs da França na Segunda Guerra, no dia 08 de maio.

Continuamos pela Av. Kleber até a Place du Trocadero, onde fica o Palais de Chaillot e abriga o Musee de I'Homme, o La Marine e o Cite de I'Architeture et du Patrimoine.


Torre Eiffel

Este, na minha opinião, é o melhor ângulo para se ter a mais bela vista da Torre Eiffel (foto acima). Ela foi surgindo na nossa frente. Era a esplanada do Trocadero e ela, linda, enorme, magnífica! O símbolo de Paris, erguida em 1889, com 324 metros de altura estava bem na nossa frente. E mais: fomos jantar "dentro" nela! Sonia, Claudio, Eduardo e eu jantamos um maravilhoso Magret de Canard (pato), com um autêntico Bordeaux e um delicioso profitelores de sobremesa no restaurante 58 Tour Eiffel (no primeiro andar, 58 metros de altura - somente com reserva, fizemos 1/2 hora antes e pagamos 4,50 euros para subir). Vimos o anoitecer dentro da Torre!!!
Vista da Torre Eiffel à noite

Depois pagamos um suplemento de 3,50 euros para subir e ver a vista do segundo andar (o terceiro estava fechado, eram 22h). Vimos a Torre ser acesa de dentro dela. Foi incrível ver a quantidade de flashs das câmeras que estavam lá embaixo registrando este momento. É um programa que tem que fazer. Vale a pena. E uma dica: para subir é sempre lotado, em qualquer época do ano. Indo ao restaurante, tem preferência na subida...

Voltamos andando pelas margens do rio Sena até a Boulevard Saint-Germain, onde pegamos um táxi e fomos para o hotel. Eram mais ou menos 0h30 e as ruas estavam completamente desertas, exceto a Saint-Germain, que sempre está com seus bares e restaurantes cheios.