21 de jun. de 2010

Meu pequeno paraíso


Vista da Guarda do Embaú
 Imagine um lugar com montanha, mar azul transparente, areia branca, um rio de água fresca e limpa e muito camarão, ostra, mexilhão o dia todo... O nome desse pequeno paraíso é GUARDA DO EMBAÚ. Diz a lenda que lá era o lugar onde os piratas escondiam seus tesouros guardados no baú e daí vem seu nome.

A Guarda fica em Santa Catarina, no muncípio de Palhoça, há 50km ao sul de Florianópolis, dentro do Parque Estadual Serra do Tabuleiro. Lugar de destino dos amantes do surf, também já foi point de pilotos de asa delta (com meu marido e seu amigo Giacomazzi) e hoje você vê alguns parapentes pelo céu... Em novembro é época de baleias e golfinhos, a melhor época para se visitar, até março. Depois é mais frio.
Bem, chegando em Florianópolis, você pega um transfer para a Guarda do Embaú. Chegando lá é só relaxar... deixe o relógio no hotel e desligue o celular. Você está na Guarda! Nada mais importa. É só curtir o sol, o mar, a natureza exuberante! E curtir muuuito o pôr do sol, que é lindo!


Para chegar na praia é preciso atravessar o Rio da Madre nos barquinhos, que custam R$ 2,00 ou ir nadando. Mas cuidado! Tem correnteza e é bom não se arriscar.  


O dia na Guarda é assim: um mergulhinho na praia, outro no rio... caipirinha, camarão... peixinho... barraquinha, cadeira confortável com porta travesseiro e porta-copos... um luxo no paraíso. O lema é relaxar e curtir a natureza.

A mais bela vista da Guarda é da Pedra do Urubú (veja a primeira foto). Para chegar até lá temos que seguir um pequena trilha, que não leva mais de 20 minutos. O visual vale: o encontro do rio com o mar é lindo, emoldurado pelas montanhas e o céu azul.


Andando pela pedras (tem trilha também) podemos chegar até a Prainha, totalmente deserta. Não tem nenhum comércio, então leve sua água, sua fruta e seu saco de lixo para trazer tudo de volta! Antes da Prainha dê uma parada no Bar do Ervori: uma pequena casa no meio da praia. Dizem que ali é o melhor lugar para ver as baleias (eu ainda não vi, tenho que ir em novembro!). Você vai encontrar várias fotos de artistas e ilustres que passaram por lá.


Outra dica imperdível se você gosta de ostras e mariscos: ir na Praia do Sonho. Lá que ficam as fazendas de criação. De lá que saem as ostras para exportação e para os melhores restaurantes do Brasil. Você pode compras dúzias e dúzias de ostras e mariscos a um preço justo e comer na hora nos bares da praia ou fazer como nós: levamos 4 dúzias de ostras e 2 de mariscos e fizemos um festival em casa (no hotel do Madeira e Carine - figuras conhecidas e muito amadas por nós dois!).


Uma boa pedida é comer na Garapeira, um barzinho quase em frente ao Rio. Lá tem vários pratos de comida caseira maravilhosos e uma cerveja estupidamente gelada. Entre uma e outra, experimente um mergulhinho no rio sob o pôr do sol... inesquecível (veja a foto com o barquinho em destaque).

Nos arredores

Saindo da Guarda, rumo ao Sul do Estado, você pode conhecer Ibiraquera, uma praia ótima para surf, wind e kitesurf e a Praia do Rosa, claro. É imperdível, com muita agitação de dia e de noite. Tem vários restaurantes legais, um que indico é o Tigre Asitático. Maravilhoso! Ver o pôr do sol lá é lindo.

É isso. Guarda é o nosso pequeno paraíso. Para quem gosta de natureza e se desligar do mundo, lá é o lugar certo. Sempre que podemos, damos uma escapada para renovar as energias.


Dicas para ficar:
Pousada Anjo da Guarda: Luiz e da Viviane, (48) 3283-2527. Muito bem localizada e confortável.
Pousada do Madeira e Carine Schuler (48) 3283-2815. Veja as fotos no Orkut da Carine Schuler. A pousada tem até academia para quem quiser continuar mantendo a forma nas férias.

16 de jun. de 2010

Despedida de Buenos Aires



Fim de viagem... já tínhamos visto tudo... ou pelo menos os pontos mais importantes.

Acordamos cedo e fomos passear no Congresso Nacional, na Av de Mayo. Ficamos por ali, na Corrientes, Callao, Tucuman, Viamonte... e voltamos para a Florida para as últimas comprinhas.

Na Florida tem uma livraria que vale a pena conhecer, a El Ateneo. São três andares para passar tempo. Tem uma outra na Santa Fé que dizem ser mais bonita por conta da sua arquitetura, mas eu não fui.

Fomos até o Cassino em Puerto Madero. Nada demais, mas tem que ir. Como já escrevi, o cassino é num barco, já que os jogos são proibidos em terra. Não foi especificado que na água não valia e aí: jogo flutuante, ué! Justo.

Voltamos andando por tooooodo Puerto Madero. Paramos numas escadas de um restaurante que estava fechado. Estava tocando Black do Pearl Jam. Edu e eu amamos essa música. Foi fantástico. Ficamos alí sentandos um tempão escutando várias músicas do grupo... ficávamos vendo as pessoas andando de um lado para o outro, o céu azul lindo e aquele cenário do porto (dizem que se alguém beber 3 litros daquela água morre em 3 horas, cruzes!)



Lá no porto tem uma sorveteria famosa que tem que conhecer: o Fredo. Experimente o sorvete de doce de leite, o mais tradicional. É uma delícia, mas confesso que achei um pouco enjoativo. Outra coisa tradicional é o alfajor. Tem que comprar e levar de presente!

Almoçamos no Tierra de Parrilleros, em Puerto Madero, ao lado do Hilton. Quase em frente à Ponte de La Mujer. Muito interessante esse restaurante: todos os funcionários são vestidos à caráter e enfim, comemos a tradicional parrilla, que nada mais é do que a forma como se assa a carne, em uma grade a poucos metros do chão. E é a lenha e não carvão! A carne deles é espetacular e com um bom vinho argentino... não tem erro! Buenos Aires é uma delícia!

La Bombonera

Terça-feira, 8 da manhã e 4,9 graus! Muuuuuuito frio. O dia estava lindo, um céu azul, azul, azul. Fomos andando pela Florida até a Plaza Libertador Gral. San Martin. Lá tem a chama do soldado e monumento a San Martin. Logo à frente fica a Torre de Los Ingleses, presente dado pelos britânicos, que lembra (bem de longe) o famoso Big Ben. A Torre não pode receber visitas (pelo menos até 2009), talvez agora já esteja aberta.

Pegamos um táxi (8 pesos) até o Museu de Belas Artes, mas estava fechado por "motivo de força maior". então seguimos para o MALBA. Como só abria às 12h, ficamos passeando pelas ruas ao redor, que são lindas. Lá eles tem um cultura dos passeadores de cães. Nesta região você vê várias pessoas passeando com até 30 cães de uma só vez! Só para ter ideia, a população de Buenos Aires é de mais ou menos 3 milhões de habitantes e a população canina é de 500 mil, ou seja, 17% são cachorros! E os passeadores ganham, em média, 300 pesos por cão ao mês. Dá para tirar um bom dinheiro, não é?

Enquanto o museu não abria, fomos passear no shopping, claro. Fomos no Paseo Alcorta. Tomamos um delicioso capuccino no Café Martinez. Tem várias lojas legais e o shopping é muito bonitinho.

Voltando ao MALBA... estava tendo uma exposição de Tarcila do Amaral! Adoro a arte dela. Super colorida, linda. Lá que fica permanentemente o Abaporu, um dos quadros mais famosos de Tarcila.

Voltamos para o hotel para esperar nosso transfer. Era dia de jogo do Boca Juniors! Seguimos para La Boca. Paramos na Estação Boca Tango, uma espécie de mini cidade com várias lojinhas que recriaram uma parte Caminito.

Assistir ao jogo do Boca X Cruzeiro no estádio La Bombonera foi uma das experiências mais fantásticas. É impressionante como eles cantam sem parar, nem mesmo no intervalo. O estádio realmente parece uma caixa de bombom, não é à toa que tem esse nome. Você fica muito próximo aos jogadores (a sensação é essa). Foi neste dia que alguém jogou uma pedra na cabeça do bandeirinha e o jogo acabou antes do previsto. Logo depois o Boca perdeu a chance de jogar contra o meu Fluzão em La Bombonera, o que favoreceu o tricolor. Só uma curiosidade... Ah! O placar foi de 3 X 1 para o Boca.

Nós pagamos 200 pesos por cada ingresso! Sem guia seria 110 pesos, mas lá não é um lugar muito seguro... então tinha que ser com um grupo. Valeu a pena. Foi caro, mas valeu.