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Cinque Terre |
Assim é Cinque Terre, um conjunto de cinco mínimas cidades, ou melhor, vila de pescadores, formadas por Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso dentro do Parco Nazionale delle Cinque Terre.
Não há estrada, somente trem liga essas cinco vilas. O trajeto pode ser conhecido a pé, numa trilha encantadora, de bicicleta ou a cavalo. Mas há trechos que tem que ter disposição, é um sobe e desce...
Agora que deu água na boca vou contar como foi conhecer Cinque Terre, um dos locais mais fantásticos que já conheci.
Quando fomos para a Itália queríamos conhecer outro lugar além daqueles "obrigatórios", como Florença e Roma. Queríamos algo romântico e encantador e não menos impactante. Estávamos na dúvida se íamos para Capri, conhecer a Gruta Azul ou para Cinque Terre.
O que nos fez decidir foi ver em vários livros de viagens imperdíveis a foto de Cinque Terre na capa, além das duas brasileiras que tínhamos encontrado no dia anterior em Florença.
Cinque Terre está entre os 1000 lugares para conhecer antes de morrer, já viram esse livro? Estávamos tão perto, não podíamos perder esta oportunidade.
A metereologia não estava favorável, mas pelo windguru dava muio sol. E foi exatamente o que aconteceu, fez um sol inacreditável! Chegou a 36 graus, sem uma nuvem no céu. Perfeito!
Pegamos o trem das 9h57 na estação Santa Maria Novella em Florença até La Spezia Centrale, que chegou às 12h19 e custou 18,20 euros. Mais uma vez tivemos uma paisagem linda, passando pelas cidades de Empoli, Signa, Pisa (dá pra ver a torre bem de longe), Forte dei Marmi, Carrara (de onde vem o mármore carrara, as pedreiras são enormes e bem perto da estação), Sarzanna, Vezzano Ligure, La Spezia Miglianina (cuidado para não descer nessa!) e finalmente La Spezia Centrale.
Atenção: se você não leu os textos anteriores, não esqueça de validar o ticket do trem antes do embarque e guardá-lo para verificação do fiscal durante e a viagem. Neste trem não tem lugar marcado.
Pegamos o trem das 9h57 na estação Santa Maria Novella em Florença até La Spezia Centrale, que chegou às 12h19 e custou 18,20 euros. Mais uma vez tivemos uma paisagem linda, passando pelas cidades de Empoli, Signa, Pisa (dá pra ver a torre bem de longe), Forte dei Marmi, Carrara (de onde vem o mármore carrara, as pedreiras são enormes e bem perto da estação), Sarzanna, Vezzano Ligure, La Spezia Miglianina (cuidado para não descer nessa!) e finalmente La Spezia Centrale.
Atenção: se você não leu os textos anteriores, não esqueça de validar o ticket do trem antes do embarque e guardá-lo para verificação do fiscal durante e a viagem. Neste trem não tem lugar marcado.
Na própria estação há um centro de informações onde você deve comprar o passe para entrada no Parque Nacional. Custa 8,50 euros e dá direito a viagens ilimitadas de trem entre os cinco vilarejos ou o trajeto a pé. Sem ele nada feito. Deve ser preenchido com seu nome e guardado, pois em cada "fronteira" é solicitado.
A dica é ir com roupas leves, de preferência com roupa de banho por baixo, levar uma pequena toalha, tênis e um lanchinho para uma parada estratégica diante de tão grandiosa paisagem. Nós fizemos um piquenique na primeira e mais linda trilha, a Via Dell'Amore que liga os vilarejos de Riommagiore e Manarola.
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Via Dell'Amore |
No caminho tem uma espécie de altar com vários cadeados em volta por acreditarem que lá é um lugar mágico e o casal que conhece junto esta trilha sela seu amor para sempre. É um símbolo de união. Quem não quiser fazer piquenique não tem problema, há vários bares e restaurantes no caminho. Mas prepare o bolso porque os preços são mais altos.
Fizemos três vilarejos pela trilha: Riomaggiore, Manarola e Corniglia, dá 2km, muito perto uma da outra. O último trecho é mais cansativo e dura mais, mas dá pra fazer tranquilamente. O pior é de Vernazza para Monterosso, a subida é muito sinistra.
O visual é de ficar de boca aberta. A cor da água estava um azul esverdeado que podíamos ver os cardumes de peixe do alto. Não há palavras para descrever...
Em Corniglia pegamos um trem até Monterosso Al Mare, o último vilarejo. Levou apenas 5 minutos. Lá o mar é azul turquesa que nunca vi igual. Quem já foi para o Caribe pode ter uma ideia do que estou falando.
Fomos à praia! Não tem areia como nós aqui no Brasil, é pedra. A água estava gelada, mas foi um mergulho sensacional. Ficamos lá um tempo admirando a vista, vendo a nata italiana pegando um sol e as maravilhosas lanchas super poderosas passando de um lado para o outro.
Fomos à praia! Não tem areia como nós aqui no Brasil, é pedra. A água estava gelada, mas foi um mergulho sensacional. Ficamos lá um tempo admirando a vista, vendo a nata italiana pegando um sol e as maravilhosas lanchas super poderosas passando de um lado para o outro.
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Monterosso Al Mare |
De lá pegamos um trem para Vernazza, formando as cinco terras (um vilarejo antes de Monterosso). Esta é a mais famosa e a mais charmosa também. Tem uma pequena marina onde todo mundo fica bebendo nos bares e pegando um sol. Ficamos horas e horas lá...
Em Vernazza tem várias lojinhas de souvenir e de comidinhas gostosinhas. É encantador e ainda pouco explorado pelos turistas, há poucas referências nas livrarias. Tem muito francês, italiano e espanhol, os mas próximos de Cinque Terre.
De Vernazza pegamos o trem para La Spezia Centrale e de lá para Florença com parada e troca de trem em Sarzanna. Chegando em Florença fomos andando até a Ponte alla Carraia. Atrás dessa ponte achamos um restaurante tipicamente italiano, do jeito que a gente queria, chamado Trattoria Angiolino, na Via Santo Spirito. Essas duas ruas têm vários restaurantes que só italianos vão, não se vê praticamente turistas.
Queríamos exatamente isso. Sabe aquelas toalhas quadriculadas, pessoas falando alto, um clima aconchegante, uma ótima comida e um bom vinho? Econtramos lá. Comemos um Rigattone al Carbonara e um Rivioli al Aspargos frescos com um belo Chianti Classico. De entrada uma típica brusquetta. O jantar saiu por 65 euros para 2 pessoas. Fechamos o dia de forma gloriosa!
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