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Esta época (maio) é linda a Europa. Mas quem é alérgico sofre de tanta semente no ar e com o clima seco. Sentimos muito a falta de lubrificação no nariz (compramos um spray chamado Sterimar para umedece) e sede. Garrifinha de água sempre na bolsa. Acho que já escrevi isso em alguma outra postagem...
Viajamos com notebook, que foi ótimo, porque víamos sempre os horários dos trens, baixamos fotos e ficamos falando com amigos e familiares pelo skype. O problema são as tomadas, a que levamos não dava em todos os hotéis. Mas não teve problema, geralmente a recepção fornece uma.
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A grande atração da cidade é a Piazza del Campo (primeira foto acima), em formato de um leque, famosa por receber em apenas 2 dias do ano cerca de 60 mil pessoas para o Palio, a corrida em cavalos mais antiga do mundo. Para quem não quer tumulto, fuja das datas de 2 de julho e 16 de agosto.
A Piazza Del Campo é uma das maiores praças medievais da Europa. Esse local fica no coração das 17 contrade (paróquias) da cidade. A velha rivalidade entre elas é simbolizada pela corrida à cavalo, o Palio, a mais celebrada festa da Toscana, tendo seu primeiro registro em 1283, mas que talvez tenha sido originada em treinamentos militares romanos. As corridas duram apenas 90 segundos e o vendedor ganha um palio (estandarte) de seda.
Ficamos num hotel ótimo, o Bed & Breakfast Camollia, também reservado pelo Booking. Ele fica num ponto estratégico, em frente ao portal Camollia, o principal da cidade. Para explicar, a parte medieval de Siena é cercada por uma grande muralha que possui várias entradas.
Pelo mapa dava para ir a pé, só que a estação é literalmente embaixo da cidade, ou seja, impossível, tem que pegar um táxi.
Eu, sinceramente, achei Siena muito mais bonita do que Florença. Lógico que não estou contando com o enorme choque de cultura e arte. Falo de beleza mesmo. É incrível a preservação da cidade. O chão é formado por aquelas pedras enormes medievais, nas paredes das casas ainda há espaços para tochas e lampiões, além de suportes para amarrar os cavalos (veja na foto acima a dimensão da porta!). É uma viagem ao tempo, dá para sentir a energia do lugar. Como a cidade é mínima, nem precisa de mapa e dá para conhecer tudo a pé.
Fomos andando até a Piazza Del Mercato (vista da piazza na foto acima), onde estava tendo uma feira enorme de antiguidades. Em frente tem um restaurante chamado Papi (foto abaixo) onde paramos para almoçar. Uma das cozinheiras é brasileira, a Cristina.
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Foi um almoço esplêndido. Comemos gnhochi pomodoro e um spaghetti al bolognesa com vinho branco da casa e de sobremesa, Torta de La Nona, típica na Itália. O café que deixa a desejar no tamanho. É que para manter o aroma e sabor não se deve tomar em xícaras grandes, mas eu, como gosto muito, aquele pouquinho não me satisfez.
Depois, para digestão, um "vinho doce" oferecido gentilmente pelo garçom depois que soube que éramos brasileiros. Esse licor nos derrubou. Ficamos alegres, alegres!
Ficamos passeando pela cidade. Paramos na Piazza del Campo, onde antes era o Fórum Romano, e ficamos sentados admirando o Palácio Público, onde funciona o Museu Cívico. O campanário é a segunda torre medieval mais alta da Itália, com 102m. À noite é um lugar super gostoso com seus diversos restaurantes em torno.
Seguimos para a Piazza Duomo, onde fica a Basilica di S. Maria d. Servi (foto abaixo), toda de mármore listrado. Em volta da Piazza há vários cafés e lojas super bacanas. Mas é mais próximo da Piazza del Campo que ficam as melhores marcas, como Sisley, Furla, Max Mara, Prada, Gucci...
Tomar sorvete é obrigatório na Itália. Não tem igual o sorvete de chocolate deles. Como é bom!
De noite a cidade fica toda amarelada, com pouca luz e em muitos pontos deserta. Mas um deserto sem ser assustador, sabe? Em algum cantinho você acha um bistrô, uma gelateria e sempre pessoas alegres e sorridentes te recebendo.
Siena não tem calçadas e passam poucos carros. Há uma parte dela, mais nova, onde passa uma auto estrada. Andando por ela fomos parar num parque de diversões. Sabe aqueles de filme, com bonecos e pessoas assustadoras e aquelas máquinas que fazem você ficar mais novo ou mais velho da noite para o dia? Parecia que estávamos num deles. Sinistro...
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Queríamos ter conhecido San Gimignano, a cidade das 13 torres com apenas 7 mil habitantes! Mas infelizmente não deu, essa fica para a próxima.
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