Um diário com o roteiro das nossas maravilhosas viagens para compartilhar com amigos e familiares e, quem sabe, também poder contribuir com algumas dicas para quem escolher um de nossos destinos. Tatiana e Eduardo
15 de jun. de 2010
Buenos Aires querido!
Ir para Buenos Aires é sem dúvida um passeio barato e rápido. Ótimo para quem não tem muito tempo e também grana para ir para Europa, por exemplo (na verdade tem Buenos Aires para todos os bolsos).
A arquitetura, as cafeterias na rua e o clima friozinho podem muito bem ser comparados à Europa. Aliás, eles adoram falar "a rua mais européia da Argentina..." A influência dos espanhóis, italianos e ingleses contribuíram para este cenário. Mas é América do Sul, pertinho de nós, los hermanos! A passagem é mais barata do que muitos destinos brasileiros, para nossa tristeza... poderíamos conhecer lugares incríveis aqui, mas a tentação é grande de sair do país.
O porteño, como são chamados os hermanos de Buenos Aires, são elegantes e simpáticos. Essa coisa de falarem que argentinos e brasileiros não se dão é besteira. Pelo menos as duas experiências que tive em Buenos Aires foram fantásticas e quando dizia ser brasileira, era muito melhor atendida.
Fui duas vezes: uma em janeiro e a outra em abril, que estava bem friozinho. Adoro programar as minhas viagens, por isso não costumo fazer nada com agentes. Mas como os pacotes para Buenos Aires são mais em conta e da última vez resolvi ir cinco dias antes do embarque, pedi ajuda à Gold Tur, em São Paulo. Foi bom por que ele viu hotel e tinha uma guia me esperando no aeroporto. Mais tranquilo.
Fiquei no Fácon Grande, um hotel antigo na Reconquista, 645, bem perto do Galerías Pacifico, um dos shoppings mais famosos de Buenos Aires. Apesar de antigo é um bom hotel, bem localizado, confortável e com pessoal super atencioso. Ah e mais um detalhe: suuuuuper barato.
Chegamos por volta das 14h30, deixamos as malas no hotel e fomos explorar a cidade. Fomos andando até San Telmo pela Defensa. Era domingo e estava tendo a famosa feira de San Telmo, um tradicional mercado das pulgas, que só tem aos domingos, das 10h às 18h, na Plaza Dorrego e ruas próximas. Tem de tudo: artesanato, obras de arte, roupas, acessórios e ainda shows de tango, estátuas vivas... Lanchamos por lá, num bar bem em frente à Plaza chamado Nefartite (foto).
De lá descemos a Humberto Primeiro até Puerto Madero, um antigo porto de 1899 que foi desativado e depois revitalizado. Aliás essa revitalização marcou o maior projeto urbanístico da cidade (o que esperamos acontecer um dia com o porto do Rio de Janeiro). Em Puerto Madero estão alguns dos restaurantes e bares mais badalados da cidade, além de diversos estúdios, galerias de arte e hotéis bacanas em torno. Lá que fica também o cassino, num barco, já que não pode atividade de jogo em terra. Boa essa saída. Eu não gosto de cassino,as tem que ir para conhecer. Não tem nada demais.
Em Puerto Madero também fica o Museo Fragata Sarmiento, presidente da Argentina em 1868. Foi com ele que Buenos Aires aumentou seu território (onde hoje se localizada a província de Formosa) na Guerra do Paraguai. Não há um lugar na Argentina que não tenha algum monumento ou local com o seu nome.
Continuando nosso passeio...andando às margens de porto fomos nos aproximando de um restaurante que tinha música ao vivo, o Cafetino Carletto. Estavam cantando Nessun Dorma. Estava de noite, tinham velas nas mesas e muitos casais. Uma lua incrível e aqueles cantores com uma voz tipo Pavarotti, sabe? Chorei de tanta emoção. Foi uma das coisas mais lindas que ouvi, num cenário encantador.
Continuamos andando ainda estonteados. Subimos a Av. Corrientes, uma rua enorme muito movimentada (é verdade que na proximida de Puerto Madero não é muito. Mulher sozinha é melhor pegar um táxi). Seguimos até a Florida, uma rua só de pedestres com mil lojinhas. Para quem gosta de um lugar tipo Rua da Alfândega... vai ser feliz lá. Passamos no Galerias Pacifico, um shopping bem interessante, cheio de afrescos.
À noite fomos atrás de agitação em Palermo Soho. São duas Palermos: a Hollywood e a Soho. Dizem que a primeira é mais discoteca e a segunda mais barezinhos. Neste dia começou a chover muuuuito e entramos no primeiro bar que achamos, o Malasarles. Comemos um spaguettis en tinta de calamar con creme de champignons (massa com lulas) e um Luigi Bosca, de Mendoza. Só produtos nacionais! Essa é a regra.
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